Um homem condenado por sequestro e estupro a várias mulheres foi decapitado nesta segunda-feira, 26 de janeiro, na Arábia Saudita. Foi a primeira execução realizada sob o novo regime do rei Salman Bin Addulaziz, substituto de seu meio irmão Abdullah, morto aos 90 anos de idade. Esta foi a décima terceira execução neste inicio de ano na Arábia Saudita.

Moussa-Al-Zahrani, cuja nacionalidade de origem não foi divulgada, foi executado em público na cidade de Jidá. Ele foi acusado de atrair meninas menores de idade e intoxicá-las com algum tipo de droga e depois abusá-las sexualmente. O caso provocou grande atenção e repercussão nas mídias sociais, o que é incomum quando se trata de crimes violentos.

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A grande comoção de seu, em parte, porque o réu alegara sua inocência até o fim. Seu irmão, Hassan al-Zahrani, disse que Moussa era inocente e pai de seis filhos. Alguns parentes do réu compareceram em diversos talk-shows sauditas dizendo que o caso apresentava muitas inconsistências.

Na semana passada a imprensa apontou os vários métodos agressivos para punições aplicados pela Arábia Saudita e pelo estado Islâmico, sendo que a decapitação é uns dos métodos mais cruéis usados, sendo também o modo mais antigo para a execução de um condenado a morte. Este é posto em frente a uma multidão tem sua cabeça cortada à espada, para que todos possam ver que o condenado foi realmente morto. Tal método ainda é muito usado em países como Síria, Tunísia, Paquistão, Líbia e Arabia Saudita. Em 2014, a Arábia Saudita executou 87 pessoas condenadas à morte.

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Já em 2013, foram 78 execuções, de acordo com a contagem da AFP.

Segundo um relatório da Anistia Internacional, em 2014 o país realizou o terceiro maior número de execuções do mundo, ficando atrás apenas do Iraque e do Irã.

Nesses países, os crimes que são puníveis com a pena de morte  são estupro, tráfico de drogas, assalto a mão armada e assassinato. Esta semana, o presidente do EUA, Barack Obama, se reuniu com o rei Salman para negociações. A Arábia Saudita é país aliado dos americanos. #Religião