Um dos ensinamentos da Bíblia diz: "Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra (Gn 1, 28)". Contudo, o papa Francisco não defende a ideia de muitos filhos, e sim o ato de se reproduzir com responsabilidade, de acordo com o que ele disse aos católicos.


O ato de gerar filhos não deve ser visto como uma "prole de coelhos", de forma inconsequente sem pensar no futuro. De acordo com o papa, quando isso ocorre, crianças são abandonadas por seus pais e passam a viver nas ruas, sem ter onde dormir e sem ter o que comer. O ato de ser mãe e pai por irresponsabilidade, e, mais tarde, o fato de não ter dinheiro para criá-las, é um grande problema da atualidade.


O papa Francisco, num depoimento realizado segunda-feira (19) enquanto voltava para Roma, afirmou ser contra o controle da natalidade infantil artificial. Contudo, para a Igreja, a concepção de uma nova vida é a afirmação do matrimônio e a troca dos votos de renovação da família. Os métodos contraceptivos não são aceitos pela igreja católica, mas Francisco surpreendeu jornalistas presentes quando falou que católicos não precisam se descuidar e terem mais filhos do que podem criar.

A igreja Católica possui outras formas que permitem que pais possam se cuidar durante a relação sexual, garantindo que possam ter os filhos que possam cuidar, e isso implica em tempo e condições financeiras. #Religião

O papa defendeu a ideia de que uma maternidade tem que ser pensada com responsabilidade, para que a criança não sofra com um futuro complicado e de insegurança, consequência da irresponsabilidade de seus pais. O papa fez uma ligação entre a maternidade e povos mais pobres, já que, muitas vezes, a maternidade para pessoas menos providas de recursos é como um tesouro.


Também foi reiterado durante a entrevista com o papa que opiniões não devem ser lançadas sobre como as famílias devem ser e como elas devem se constituir, referenciando povos ocidentais e ideias mais modernas que defendem o controle de natalidade artificial e os direitos quanto à união de homossexuais, que muitas vezes possuem interesses contrários do que as causas que são levantadas. A entrevista também pontuou sobre a particularidade que cada pessoa possui e que a individualidade deve ser mantida, sem que ela seja colonizada ideologicamente.