O fato aconteceu há mais de cinquenta anos, mas certamente essa descoberta acompanhará a #História da humanidade. Foi no ano de 1963, quando um morador de Nevsehir, na Turquia, decidiu fazer algumas modificações em sua residência. Ao quebrar uma das paredes da sua casa antiga, se deparou com um tipo de sala estranha, de onde saíam vários corredores. Notou, pela arquitetura do espaço, que deveria ser algo mais antigo do que ele poderia imaginar. E imaginou corretamente. Tratava-se de uma das saídas da cidade de Derinkuyu, uma comunidade subterrânea, cuja constituição estima-se há 4.000 a.C., mas este número ainda gera controvérsia entre os arqueólogos.

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A cidade é formada por vinte níveis subterrâneos; destes, oito são abertos para visitação hoje em dia, e recebem turistas durante o ano todo. Foram descobertas mais de 600 saídas, e calcula-se que o local abrigava cerca de 100.000 habitantes. O planejamento de suas construções desafia a nossa mente moderna: estradas, poços de ventilação, passagens de ligação, armazéns de alimentos, cozinhas, bares, poços de água, templos, túmulos artesanais, escolas e estábulos.

Escavada em rocha vulcânica, a sua arquitetura (que hoje nos soa rudimentar) é muito engenhosa, projetada com sistemas que não permitiam a invasão, com suas portas redondas esculpidas nas rochas imutáveis para quem não conhecia seus segredos. A cidade revelou também um túnel com cerca de 8 quilômetros de comprimento que ligava Derinkuyu com outra cidade subterrânea, Kaimakli.

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Mas incrível mesmo é saber o quanto essa cidade ainda impressiona depois de 52 anos de sua descoberta, assim como o número assustador de pessoas no mundo que jamais ouviram falar dela, inclusive aqui no Brasil. Aliás, a Capadócia inteira, região onde fica Derinkuyu, é cheia de histórias milenares pra contar.

Para quem gosta do tema, há muito o que estudar em seus registros. Outras cidades subterrâneas foram encontradas após o episódio, como a própria Kaimakli. Mas isso é assunto pra outro artigo. #Turismo