Relevantes temas foram debatidos neste sábado (7) pelo papa Francisco, no Vaticano, em encontro com membros do Conselho Pontifício de Cultura. As condições das mulheres foram o ponto central da reunião. Segundo o pontífice, a #Igreja Católica deve viabilizar as condições necessárias para que as mulheres sejam protagonistas enquanto participantes da vida social e religiosa e não meramente convidadas.

O papa defendeu a complementaridade da mulher e do homem, uma vez que a subordinação da mulher ao homem está ficando para trás há bastante tempo - pelo menos no ocidente. Entretanto, ele ressaltou que apesar desta mudança, muito trabalho ainda será necessário, pois a mulher ainda é vítima de escravidão, mutilação e mercantilização de seu corpo.

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 Seu desejo é acabar como isso e pediu um compromisso de todos na busca para mudar este cenário que reduz a mulher a um objeto de compra e venda. 

O papa condenou a violência doméstica e as mutilações femininas, considerando uma forma degradante de tratar a mulher.  Disse que apesar do corpo feminino representar um símbolo da vida, infelizmente é atacado e desfigurado até por homens que deveriam ser seus protetores. Para ele as mulheres exercem um papel "insubstituível" no núcleo familiar e defendeu a melhoria de condições para se dividirem entre esse papel e as outras atividades exercidas na sociedade.

Essa, de fato, é uma abordagem inédita. Com todo o avanço que a mulher obteve, à custa de seu próprio esforço - na batalha em conquistar o seu espaço no mundo - pelo menos no âmbito da Igreja Católica poucas mudanças foram vistas.

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Percebe-se muita mulher como auxiliar, apenas servindo aos homens, aos representantes de Deus. 

Nas Igrejas muitas ações são realizadas por mulheres. Algumas voluntárias passaram a organizar todo o ritual de celebração da "missa" e são as grandes mentes da paróquia.  No entanto, os olhares não são dirigidos para elas e muitas vazes passam despercebidas. Provavelmente saberiam conduzir toda a celebração no lugar do Padre, mas a Igreja Católica proíbe a existência de Sacerdotisas.  O carismático papa Francisco não se pronunciou a esse  respeito, mas pelo visto será responsável por muitas mudanças que estão por vir. #Religião