Vários tiros foram disparados contra um café em Copenhague, capital da Dinamarca. Tudo aconteceu durante um evento que discutia a liberdade de expressão. Os tiros mataram 1 civil e deixaram 3 policiais feridos, segundo a polícia e uma agência de notícias dinamarquesa.

Após o ataque, a perícia feita no local constatou que havia aproximadamente 30 buracos na janela do café Krudttoenden. Após o atentado, os criminosos fugiram em um carro. Existe a suspeita que o ato criminoso foi uma ação terrorista para matar um dos principais alvos dos grupos terroristas islâmicos, o artista plástico Lars Vilks. Ele é ameaçado de morte e sofre tentativas de assassinato desde 2007, quando fez um desenho do profeta Maomé.

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Para explicar as causas do crime no evento, a linha de investigação está analisando essa possibilidade de #Terrorismo. Afinal, o acontecimento chamado de "Arte, blasfêmia e liberdade de expressão" foi organizado por Vilks. Após o atentado, o embaixador da França na Dinamarca, que também estava no evento, utilizou as redes sociais para informar que havia sobrevivido. Lars Vilks nada sofreu, pois estava sendo protegido pela polícia.

Para entender melhor porque essa ideia de atentado terrorista está ganhando força e tem toda lógica: em 2010 uma mulher americana foi condenada à 10 anos de prisão por planejar matar Lars Vilks. No mesmo ano, a casa do artista plástico, localizada na Suécia foi incendiada, ou seja, outra tentativa de homicídio.

Vale ressaltar que o ataque ao café dinamarquês ocorreu um mês depois do atentado à redação do jornal francês "Charlie Hebdo".

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O motivo foi o mesmo, desenhar a figura de Maomé.

A polícia ainda vai investigar, mas esse crime pode ser entendido como um atentado terrorista. Em 2013, uma revista ligada à rede terrorista Al Qaeda divulgou uma lista de nomes dos chamados "inimigos do islã". Nela, o nome de Lars Vilks é citado como procurado "vivo ou morto". Depois do atentado contra o jornal "Charlie Hebdo", essa lista voltou a circular pela internet.

Agora, todos estão com medo. Ninguém tem liberdade de expressão e não pode falar de Maomé. O islamismo manda no mundo através do regime do terror. As grandes nações, com poderio bélico suficiente para destruir tudo, vão tremer e se render perante a essas redes terroristas?

Não concordo com o que Lars Vilks fez. Respeito é imprescindível para viver em sociedade. Entretanto, eu defendo a liberdade de expressão. "Não concordo com uma palavra que diz, mas defenderei até a morte do direito de dizê-las" (Voltaire).