Foi em 2012 que o Canadá teve a notícia de um dos crimes mais brutais ocorridos no país nos últimos tempos. O estudante chinês Jun Lin foi assassinado, esquartejado e seus pedaços foram encontrados em uma mala abandonada em uma rua e em pacotes enviados ao Partido Conservador e ao Partido Liberal do Canadá.

Quatro dias antes dos pedaços de Jun serem encontrados, Luka Magnotta havia postado um vídeo na internet em que detalhava o assassinato, esquartejamento, necrofilia e canibalismo praticados com o estudante.

Em dezembro de 2014, Magnotta foi considerado culpado pelo tribunal e condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de pedir o cumprimento da pena em liberdade pagando fiança ao longo de 25 anos.

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Magnotta admitiu o assassinato, mas seus advogados alegaram que ele deveria ser considerado inocente, uma vez que sofre de uma doença mental. Isso não convenceu o júri, que o condenou.

Os advogados de Magnotta recorreram da decisão, pois acreditam que o tribunal cometeu um grave erro ao dar instruções ao júri. Luka concedeu um breve depoimento via videoconferência da prisão onde está preso, confirmando a um dos juízes do Tribunal de Apelações de Québec, que iria desistir voluntariamente do recurso que visava mudar sua pena.

Segundo seu advogado, a desistência se dá pelo fato de que um novo julgamento com apresentação de novas provas seria demasiadamente desagradável e ele não queria passar pela mesma situação novamente.

Casos desse tipo são comuns em todo o mundo.

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Existem crimes em que os assassinos guardam pedaços da vítima e acabam por se alimentar deles por um tempo. A maioria dos casos que já foram divulgados tem alguma ligação com o satanismo ou magia negra. Embora advogados sempre aleguem que seus clientes possuem problemas mentais, a verdade é que os relatos dos criminosos parecem ser feitos em sã consciência.

No caso de Magnotta e Jun, não foi divulgado como houve a ligação entre o assassino de trinta e dois anos e o estudante de trinta e três. Logo, não foi possível mensurar se eram amigos ou se Jun foi apenas um alvo escolhido a dedo por Magnotta. #Crime #Violência