As paletas mexicanas se tornaram uma verdadeira sensação em São Paulo. Atualmente, há dezenas de franquias espalhadas pela cidade. Em regiões como a Avenida Paulista, é comum ver diversas pessoas passeando pela rua na hora do almoço e saboreando o enorme picolé. A paleta de morango recheada com leite condensado é quase unanimidade de preferência, mas já há uma infinidade de sabores para escolher, como de trufa de chocolate, maracujá com leite condensado, banana com Nutella, Oreo, Romeu e Julieta, paçoca, baunilha com brigadeiro, Leite Ninho trufado etc.

O sucesso foi tanto que diversas cidades do Brasil já contam com filiais das paleterias e essa sensação se espalhou pelo país.

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Mas você já se perguntou se as pessoas também andam pelas ruas do México com saborosas e enormes "paletas mexicanas" nas mãos? A resposta é sim. Mas as paletas consumidas por lá não são iguais as paletas produzidas por aqui.

A única semelhança entre as nossas paletas, que andam vendendo como água, e as paletas verdadeiramente mexicanas é o formato. No México, esse tipo de picolé não tem o status de gourmet que ganhou no Brasil, e os pontos de venda são raros. Os sabores que fazem sucesso por aqui, como a banana com Nutella e morango com leite condensado, são inaceitáveis por lá. A paleta mexicana "de raiz" é preparada apenas com frutas e água.

Ao contrário do Brasil, as paletas vendidas no México são populares, simples e baratas. E são vendidas em carrinhos na rua. A principal marca que produz a sobremesa no México é a La Michoacana Paleteria y Neveria.

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Só agora a empresa inaugurou uma pequena e simples loja no centro. Até então, suas paletas só podiam ser compradas em carrinhos de rua. E creme ou recheio no preparo delas é ideia fora de cogitação.

O chefe mexicano Hugo Delgado, que já vive em São Paulo há 15 anos, afirma que provavelmente existem mais paleterias na capital paulista do que na capital do México. O chefe também brinca que, se as paletas ganhassem o nome de "paletas amazonenses", talvez não fizessem tanto sucesso no país, "já que os brasileiros adoram estrangeirismos". E ele também acredita que todo esse sucesso das paletas foi puro golpe de sorte.