O grupo extremista #Estado Islâmico (EI) destruiu uma série de estátuas e esculturas de valor inestimável que faziam referência à antiga Era Assíria, de acordo com imagens divulgada em novo vídeo na internet. O site Live Leak tem as imagens.

Ao que tudo indica os artigos sumariamente destruídos são de um museu de peças da antiguidade de Mossul, cidade situada ao norte do Iraque, que foi tomada por soldados da organização jihadista ainda em junho do ano passado. Munidos de marretas e furadeiras, com canções da facção sendo tocadas ao fundo, os combatentes aparecem atacando os artefatos, sendo alguns deles classificados como antiguidades do século 7 a.C.

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Na filmagem, um homem não identificado diz que "o profeta nos ordenou a nos livrarmos de estátuas e relíquias, e seus companheiros fizeram igual quando conquistaram países depois dele". Em uma das cenas, um outro soldado aparece com uma furadeira elétrica desmembrando um touro alado.

Em entrevista à agência Reuters, Lamia al-Galiani, arqueologista iraniana e representante do Instituo de Arqueologia com sede em Londres, afirmou que os terroristas causaram um prejuízo incalculável. "Não se trata apenas da herança do Iraque, é a herança do mundo todo. É a herança humana", destacou.

"Essas peças eram inestimáveis, únicas. É inacreditável. Não quero mais ser iraquiana", lamentou, antes de comparar o caso com a dinamitação de estátuas de Buda, em Bamiyan, no Afeganistão, de autoria reivindicada pelo Talibã afegão no ano de 2001.

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O grupo

O grupo radical sunita Estado Islâmico tenta consolidar um califado e, para isso, já tem sob sua posse o controle do norte da Síria e do Iraque. Métodos terroristas e extremos como mutilações, decapitações, sequestros, ameaças e perseguições são práticas rotineiras do grupo em suas áreas de domínio. Uma coalizão internacional, liderada pelos EUA, tem atacado sistematicamente territórios do EI, que segue cometendo atos de barbárie, como a decapitação de 21 cristãos egípcios capturados em ato também divulgado em vídeo há cerca de duas semanas. #Terrorismo