O vídeo divulgado essa semana pelo Estado Islâmico, em que jihadistas aparecem decapitando 21 cristãos coptas egípcios, levou o exército do Egito a bombardear na madrugada desta segunda-feira (16) a capital da Líbia.

Segundo informações, o bombardeio foi focado em concentrações das milícias leais ao Estado Islâmico e depósitos de armas. O ataque ocorreu na cidade de Derma, localizada a mil quilômetros de Trípoli.

Durante o bombardeio, sabe-se que ao menos cinco civis vieram a morrer, e duas mulheres e três crianças também foram vitimas fatais. Segundo o exército, o bombardeio atingiu com êxito o planejado, e os aviões da Força Aérea do exército egípcio retornaram todas as suas bases.

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A população mundial ficou chocada com tamanha barbárie diante da crueldade feita aos 21 cristãos coptas egípcios, crime cometido pelo jihadistas, uma das milícias integrantes do Estado Islâmico. Em resposta à ação terrorista contra o povo egípcio, as Forças Armadas alegaram que o bombardeio se trata de uma vingança em nome do sangue derramado pelos 21 reféns decapitados.

A Líbia não é dominada completamente pelo Estado Islâmico, contudo, o governo representante do país perdeu o controle sobre a capital Trípoli, dominada hoje pelas milícias do EI. A Força aérea líbia estabeleceu uma cooperação com o governo egípcio e ambos realizarão novos ataques aéreos contra as milícias terroristas no país.

Os conflitos na Líbia se acentuam desde 2011, quando o ditador Muammar Gadafi perdeu o comando do governo, deixando o país vulnerável ao Estado Islâmico, que acabou se fortalecendo e criando fortes ligações com os grupos que estão à frente do poder.

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O Papa Francisco também se pronunciou em relação ao vídeo da decapitação dos cristãos, e demonstrou sua condenação contra tal ato.

O governo brasileiro também demonstrou indignação contra a matança dos 21 cristão coptas egípcios. Segundo o Itamaraty, todo tipo de #Violência religiosa e política são repudiadas por todo o povo brasileiro e pelos representantes do Brasil.

Reuniões com a ONU e com o Conselho de Segurança estão sendo realizadas com a presença do ministro de Relações Exteriores do Egito, Samah Shukri, cujo pedido é uma reação internacional contra a violência sofrida pelos cristãos egípcios, violentamente realizada por milícias do Estado Islâmico. #Terrorismo