Pela segunda vez desde que o Papa Francisco I foi eleito, a chanceler alemã fez uma visita ao Pontífice. O encontro no Vaticano durou cerca de 40 minutos, os dois temas que monopolizaram a conversa foram a luta contra a pobreza e a guerra que acontece na Ucrânia. 

Durante a conversa, o Papa Francisco pediu que a Alemanha continue empenhada na busca da paz no país do leste europeu. Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o clima foi muito cordial. Lombardi ainda disse que alguns outros assuntos surgiram durante o encontro, como o tráfico de pessoas, os direitos das mulheres, a saúde global e os cuidados com o meio ambiente. Nestes assuntos secundários, o Pontífice pediu para que existam ações conjuntas da comunidade internacional.

O tópico final da reunião foi a tradicional troca de presentes. O primeiro agrado de Merkel ao Papa foi um envelope com um valor em dinheiro não especificado. A chanceler conta que a quantia deve ser doada aos filhos dos refugiados da Ucrânia. O outro presente da alemã foi pessoal, Angela Merkel ofereceu ao religioso uma coleção de discos do músico alemão Johann Sebastian Bach e um livro sobre vacinações na Índia. Pelo outro lado, o Papa Francisco deu para a alemã a tradicional medalha do seu pontificado. O objeto conta com uma ilustração de São Martinho compartilhando seu manto com uma pessoa pobre.

A chanceler alemã pediu para se encontrar com o Papa pensando na próxima cúpula do G20, que acontece nos dias 7 e 8 de junho em Elmau, na Alemanha. Sobre a situação na Ucrânia, na semana passada Angela Merkel, em parceria com o presidente francês, François Hollande, teve sucesso ao conseguir um cessar-fogo entre os exércitos da Ucrânia e os rebeldes separatistas pró-Rússia. A guerra deveria ter sido pausada no último dia 15.

Porém, as batalhas da cidade de Debaltseve terminaram apenas no último dia 18, onde, segundo o governo ucraniano, 179 soldados morreram e 81 estão desaparecidos após um mês de guerra. Agora, a Alemanha, juntamente com toda a comunidade internacional, pretende conseguir um ponto final para o conflito que assola a Ucrânia.

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