A aparente apatia e ostracismo que Barack Obama tem demonstrado através de ações contidas contra o #Estado Islâmico após recentes atos terroristas, em especial a decapitação de 21 Copta Cristãos gravada em um vídeo intitulado "Mensagem à Nação da Cruz", gerou indignação e questionamentos furiosos de boa parte de seus compatriotas, conforme, entre outros, evidenciou-se através de Franklin Graham, CEO da Billy Graham Evangelistic Association e da Samaritan's Purse.

De acordo com Graham, o presidente norte-americano "continua a proteger o Islã", ao passo em que se recusa a reconhecer a verdade e o extremismo islâmico como realmente são.

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"Você pode imaginar o protesto se 21 muçulmanos fossem decapitados por cristãos? Onde está a reprovação universal pelos líderes muçulmanos ao redor do mundo? Enquanto estamos em luto com as famílias desses 21 mártires, deveríamos levar a sério este aviso, pois esses atos de terror só vão se espalhar através da Europa e Estados Unidos", declarou Franklin Graham.

Em consonância com Graham, Tony Perkins, presidente do Family Research Council, se queixa pelo fato de Obama omitir em nota oficial que os egípcios sacrificados no vídeo eram cristãos, referindo-se a eles somente como cidadãos egípcios. Em entrevista à Fox News, Perkins disse que "O ISIS deixou muito claro nesse vídeo que esta era uma execução de 'pessoas da cruz'. O ISIS aparentemente não tem dificuldade em dizer 'cristão', enquanto a Casa Branca tem muita dificuldade".

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O questionamento às ações dúbias de Obama conta ainda com Mike Huckabee, ex-governador do Arkansas, e James "Ace" Lyons, almirante quatro estrelas aposentado, que comandou a frota americana do Pacífico em diversas ocasiões de conflito. Ambos afirmam com veemência que o presidente americano tem uma forte inclinação pró-islâmica, independente das circunstâncias. Huckabee declarou à Fox News que tudo o que Obama faz é contra o que os cristãos esperam, e ele também é contra os judeus em Israel. Ainda afirma que o único grupo que pode contar com seu infinito e infalível apoio é a comunidade islâmica, independente de ser radical ou moderada.

James Lyons é bem mais incisivo em suas acusações. Para o ex-almirante, a estratégia de Obama é antiamericana, antiocidental, pró-iraniana, pró-islâmica e pró-irmandade muçulmana, conforme declaração feita em uma conferência promovida pelo Center of Security Policy, há duas semanas.

Obama tem sido acusado por grande parte do povo americano de minimizar as motivações religiosas por trás dos ataques terroristas que chocam o mundo a cada vídeo ou foto publicados pelos extremistas.

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Se por um lado Obama diz que nenhuma religião é responsável por terrorismo, e chega até a insinuar que a civilização ocidental incitou os ataques, por outro lado a revista Dabiq, mantida pelo Estado Islâmico, declarou em artigo recente que o Islã é a 'religião da espada', e quanto aos que afirmam que o Islã é uma religião pacífica, o artigo dispara: "Quão longe é a sua afirmação da verdade, pois Allah revelou que o Islã deve ser a religião da espada, e a evidência para isso é tão profusa que somente um herege argumentaria o contrário."

É fato que muitos muçulmanos ao redor do mundo abominam as ações do Estado Islâmico, negando que essas ações sejam justificadas em nome de Allah. O artigo da revista Dabiq, no entanto, é assertivo ao dizer que Allah, e o Quran especificamente chamam os muçulmanos para decapitar os descrentes em Allah. Conforme publicado no artigo, em Quran 8:12 está escrito: "[Allah] também descreveu o que deveria ser golpeado pela espada, (Lembre-se de quando o seu Senhor revelou aos anjos, eu sou contigo, então fortaleça aqueles que creram. Eu trarei terror aos corações daqueles que não creram, então golpeie-os em seus pescoços e ampute-os cada dedo)." O artigo ainda declara que o melhor sustento para a vida futura do muçulmano é o que ele tira do inimigo com sua espada.

Na opinião de Bernard Heykel, expert em teologia islâmica de Princeton, o Estado Islâmico age com literalismo e seriedade excessiva, mas ainda assim não pode ser visto como não-islâmico. O especialista explica que a organização traz à tona uma metodologia utilizada na era medieval através de uma interpretação literal, a qual ele considera desatualizada e fora de contexto. Fato é que enquanto o ISIS ganha terreno (e adeptos) com um terrorismo aviltante. Os governos da Europa e da América não conseguem sequer identificar a situação, quiçá definir alguma ação eficaz. Até que surja uma luz no meio disso tudo, os cristãos e as demais minorias esperam... e morrem.