O #Estado Islâmico matou os primeiros cristãos sequestrados na Síria, na governadoria de Hassake, na fronteira nordeste do Iraque. O arquimandrita Emanuel Youkhana, que segunda-feira passada relatou o sequestro, acaba de notificar que 15 pessoas entre os reféns foram mortas: "Muitos deles - diz Youkhana - estavam defendendo seus vilarejos e suas famílias."
Na aldeia de Tel Hormidz uma mulher foi decapitada, enquanto dois homens foram mortos com golpes de fuzil. Atualmente, não há informações sobre as execuções das outras doze vítimas.

Youkhana informa ainda que o número de reféns aumentou para cerca de 350 e estão mantidos como reféns na cidade sunita de Um Al-Masamier.

Publicidade
Publicidade

Outras 51 famílias - como relatou Youkhana - foram sequestradas em Tel Shamiram; mas deles não se sabe a localização exata onde estão mantidos: "Nós não sabemos - continua o Arquimandrita - onde eles estão. É provável que estejam na região de Mount Abdul Aziz, controlada pelo Estado Islâmico."

Uma fonte de informações não confirmadas relata que os terroristas preparam, para hoje, 27 de Fevereiro, uma execução em massa na Mesquita de Bab Alfaraj, cidade sunita na área. Nos 35 vilarejos cristão-assírios não há mais ninguém: aqueles que conseguiram escapar fugiram para a região Hassake ou para Qamishli: "As famílias deslocadas - refere Youkhana - são 800 em Hassake e 175 em Qamishli."

Crescente vermelho sírio não discrimina os cristãos

"É impossível que o Crescente Vermelho Sírio não veja que há discriminação religiosa contra os cristãos que fugiram do nordeste da Síria, onde os sequestros ocorreram nos últimos dias" disse o vice-presidente da Federação Internacional de Crescente Vermelho e da Cruz Vermelha.

Publicidade

O bispo sírio-católico de Nisibis Hassakah - Jacques Behnan Hindo - disse que "centenas de famílias assírias fugiram por não ter recebido ajuda, talvez porque cristãos".

40 jovens australianas na Síria e no Iraque pela Jihad

O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Julie Bishop afirmou nestes dias que "dezenas de mulheres australianas - cerca de 40 - incluindo as 'noivas da jihad ', viajaram secretamente para o Iraque e à Síria para se juntar a grupos terroristas." Um número crescente de jovens mulheres que se unem ao Estado Islâmico, apesar serem usadas como escravas sexuais e, em alguns casos, como homens-bomba -Elas vão para estar perto dos maridos combatentes, tentar encontrar um parceiro, ou dar apoio às organizações terroristas. #Terrorismo #Ataque