EUA e Israel são suspeitos principais da morte de Imad Mughniyah, líder do Hezbollah, no ataque terrorista de 2008, em Damasco, na Síria.

A informação caiu como uma bomba nas difíceis relações internacionais entre ocidente e oriente. Quem revelou o segredo foi um agente reformado da CIA, conforme indica a publicação do Washington Post.

O agente diz que a cooperação entre os Estados Unidos e Israel ao ataque terrorista aconteceu da seguinte maneira: Imad Mughniyah estava tranquilo em uma rua de Damasco passeando após o jantar. Não distante do local existiam equipes da CIA registrando todos os movimentos dele.

Quando Mughniyah se aproximou de um carro SUV, uma bomba instalada no pneu do carro foi acionada e o líder do Hezbollah acabou morto instantaneamente.

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A explosão foi acionada por membros do MOSSAD, serviço de inteligência de Israel, conhecido por causa do treinamento avançado que os agentes recebem, assim como ocorre na CIA.

EUA e Israel contra Hezbollah

O ex-agente da CIA conta que os EUA e Israel trabalharam juntos não apenas à operação prática como também ao construírem a bomba que matou Imad Mughniyah.

Relatos indicam que os testes ocorreram na Carolina do Norte (EUA), em local deserto para não oferecer danos colaterais.

EUA e Israel explodiram cerca de 25 bombas antes de conhecerem o explosivo com a fórmula ideal para eliminar Mughniyah e oferecer poucos riscos de matar outras pessoas ao redor da ação militar, diz o agente norte-americano.

A imprensa norte-americana aponta diferentes motivações para os EUA e Israel se unirem na luta contra o Hezbollah.

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Como se sabe, Mughniyah participou de modo ativo em ataques terroristas de grandes proporções, caso das ações nas Embaixadas dos EUA em Beirute e de Israel na Argentina.

Oficialmente, até os dias de hoje os norte-americanos não assumem a participação no atentado contra Mughniyah.

O Hezbollah acusa Israel de modo público e não apenas a Faixa de Gaza, como o mundo inteiro, permanece como campo de guerras religiosas.