As execuções de nove condenados por tráfico de drogas foi adiada na Indonésia. Segundo um funcionário do país, os presos seriam transferidos para uma prisão insular e de lá seriam diretamente levados à execução, contudo, problemas de ordem técnica impossibilitaram que a pena fosse cumprida.

Rodrigo Goularte, brasileiro preso desde 2004 por contrabando de seis quilos de cocaína escondidos em uma prancha, está entre os integrantes do grupo marcado para ser executado. O adiamento da pena de morte permitiu que dois dos nove condenados, ambos australianos, Andrew Chan e Myuran Sukumaranm, detidos em 2005 com 8,3 quilos de heroína, ficassem mais tempo em contato com a família.

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Isso foi possível por um pedido feito pelo governo australiano ao governo da Indonésia, já que ambos estão presos em Bali.

O adiamento das execuções é um problema na prisão de Nusa Kambangan, localizada próxima da ilha de Java. Segundo o porta-voz, Tony Spontana, funcionário da promotoria geral da Indonésia, o local não estava preparado para que fossem realizadas as execuções depois de uma vistoria realizada na ilha.

Ainda não se sabe qual o tempo para que reformas necessárias sejam realizadas, a afirmativa é que após as instalações estarem aptas para receber os condenados a pena será cumprida.

Nenhum plano de apelação foi aceito pelo governo da Indonésia, isso confirma a execução dos noves presidiários. A mudança ocorreu na ordem do cronograma, já que o pedido de funcionários de Nusa Kambangam tinha sugerido que os condenados fossem apresentados ao local da execução com três dias de antecedência, o que diante dos fatos, o local não estava apropriado para a execução das sentenças.

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Rodrigo Goularte, brasileiro, também está entre os condenados que iria ser executado essa semana, já que o presidente do país indonésio, Joko Widodo, não aceitou nenhum pedido de clemência, o que coloca todos os condenados nas listas de futuras execuções. A família de Rodrigo tenta uma suspensão por meio de um laudo médico, atestando que ele tem esquizofrenia.

Além do brasileiro, outros indonésios, franceses, nigerianos e de Gana fazem parte do grupo de presos que serão executados. Uma mulher filipina também está na lista do corredor da morte. #Violência