A Tepco (Tokyo Electric Power) detectou hoje na Central de Fukushima, no Japão, um novo escape de água radioativa para o mar. O que preocupou a empresa é que os níveis de radioatividade analisados são 70 vezes maiores do que outras taxas descobertas no local. De acordo com a agência de notícias France Press, o ocorrido foi visto através de sensores que estão instalados em um tubo de drenagens de águas pluviais e subterrâneas.

Os altos valores descobertos estão baixando com o passar do dia, apesar de que continuam preocupantes. A empresa informou que por esta razão, a porta que dá acesso a empresa ao Oceano Pacífico foi fechada. A Tepco também noticiou que fez uma análise completa de todos os tanques de armazenamento de água contaminada e que nenhum dos reservatórios apresentou qualquer tipo de vazamento.

Outro fator que preocupa na Central de Fukushima é o crescimento da quantidade de água contaminada pela radiação. A Agência Internacional de Energia Atômica foi quem trouxe essa preocupação a comunidade internacional. O aumento nos tanques da Tepco acontece porque cada vez mais, através de um sistema montado, a empresa japonesa tenta absorver os níveis de água contaminada que circulam na região.

A situação na região é preocupante desde o ano de 2011, quando em 11 de março, terremoto e tsunami danificaram reatores da Central de Fukushima, causando assim um acidente nuclear. Na época, o terremoto que atingiu a área era de magnitude 8,9  graus na escala Richter. A Usina Nuclear de Fukushima foi a mais atingida, pois também foi diretamente atingida pelo tsunami.

A tragédia não resultou em nenhuma vítima pela radioatividade, mas na época, 300 mil pessoas tiveram que ser evacuadas da área. Um ano depois, em 2012, uma comissão parlamentar japonesa disse que o maior culpado do desastre nuclear foi o homem e não a combinação "tsunami + terremoto". Segundo o relatório, os sistemas de organização e as agências de regulamentação não tomaram medidas de segurança no momento do acidente. Agora, estima-se que a área só poderá ser recuperada em um período entre três ou quatro décadas.