Na Arábia Saudita existem crimes que são punidos com a pena de morte. Dentre eles é possível citar: assassinato, violação, narcotráfico, bruxaria e homossexualismo. Quando o cidadão tem 'sorte', ele pode sofrer outras punições mais 'brandas' como apedrejamento ou a amputação de partes do corpo.

O Jornal Al Sharq divulgou uma notícia que gerou polêmica e grande repercussão em todo o mundo. O tribunal de Justiça da Arábia Saudita condenou, em primeira instância, à pena de morte um homem que é acusado pelo o 'abominável' crime de 'insulto' a Deus e o profeta Maomé. Além disso, ele cometeu mais um 'terrível' crime de rasgar o Al Corão, livro sagrado do islamismo.

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De acordo com o jornal, em 2014, a chamada polícia moral da Arábia Saudita prendeu o homem, de apenas 20 anos, para que o tribunal o julgasse em relação à acusação de "insultar a Deus, Maomé e sua filha Fátima". O homem foi acusado de ter rasgado o Al Corão para divulgar imagens pelas redes sociais.

Recebendo as acusações, averiguando as provas e os fatos, o tribunal decidiu pela condenação com pena de morte por 'apostasia'. Entretanto, ainda há uma possibilidade de apelação da decisão judicial.

A pena de morte atribuída ao cidadão que cometeu essa 'barbaridade' poderá ser revista, para que haja uma punição branda e justa, conforme o delito. Todavia, caso a decisão da Suprema Corte seja por manter pena de morte, a execução será realizada após a ordem do rei Salman Bin Abdelaziz.

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Será que realmente é justo matar uma pessoa por crime religioso? Será que o Deus deles não tem poder para se 'vingar' de quem o insultou e precisa dos homens para isso? Geralmente, as pessoas dizem que Deus é um só. Para a sociedade evoluída, que respeita os direitos humanos, Deus é um ser misericordioso, que perdoa quem o insulta: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos têm ofendido", esse trecho é repetido há mais de 2 mil anos. A Arábia Saudita quer um governo teocrático, o mundo inteiro deve respeitar a soberania do país. Entretanto, executar uma pessoa por um crime em que poderia facilmente ser convertido em alguns anos de cadeia, é ser motivo de críticas internacionais. #Religião