Após o anúncio de que o #Estado Islâmico decapitou 21 egípcios cristãos no último domingo, a Itália está se sentindo ameaçada com a situação na Líbia. Por esta razão, o país pediu hoje que a comunidade internacional tome uma medida urgente. No comunicado, o governo italiano diz estar disposto a ajudar monitorando um cessar-fogo e a treinar as forças armadas locais.

Segundo o serviço secreto italiano, o país nunca correu tanto perigo assim. O principal medo do governo italiano é de que o Estado Islâmico se junte as facções rebeldes da Líbia. O que torna a questão alarmante é que no final do vídeo divulgado no último domingo, os terroristas informaram que estão no sul de Roma que seria a parte da Líbia que faz fronteira com a 'Velha Bota'.

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O que também aumenta a preocupação do governo italiano é um possível atentado ao Papa Francisco I.

O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, disse que milícias líbias e militantes islâmicos podem acabar se unindo para tentar atacar outros países. O ministro ainda demonstrou outra preocupação: o movimento migratório. O país recebe milhares de imigrantes que vem da Líbia, o governo italiano acredita que terroristas podem se infiltrar no meio das pessoas que seguem em direção ao país.

Apesar do risco que a Itália corre, a diplomacia internacional está tentando impedir um ataque pesado na Líbia. O único governo que está atacando a Líbia é o Egito, em retaliação as decapitações e também aos 35 egípcios que estão sendo reféns do Estado Islâmico. Apesar da posição da comunidade internacional, o Conselho de Segurança da ONU deve decidir ainda hoje sobre qual posição deve tomar.

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A Líbia está em situação de estado crítico desde o ano de 2011. Naquele ano, uma intervenção militar do ocidente derrubou do poder o ditador Muammar Kadhafi, mas facções rebeldes rivais começaram a guerrear entre si pelo poder. Agora, a tensão deve aumentar, pois o Estado Islâmico pode se juntar com um desses grupos rebeldes para conseguir tomar o poder e atingir outros países.