Tudo começou quando Angie tinha catorze anos de idade. Ela tinha um namorado e começou a hospedar fotos suas de biquíni em um banco de imagens para enviar para o amado. O problema é que essa conta foi 'misteriosamente' hackeada e diversas fotos suas foram parar na internet.

De repente, suas fotos estavam presentes em quase todas as redes sociais e programas de conversa instantânea como Yahoo Messenger e MSN. A partir daí ela começou a receber mensagens de ódio e sofreu perseguições na escola, precisando mudar de instituição de ensino duas vezes. As ofensas tomaram uma proporção tão grande que Angie chegou a fugir de casa e cogitar o suicídio.

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Angie tinha esperanças de que as pessoas fossem se esquecer dela com o passar dos anos, mas não esqueceram. Provavelmente, o 'ladrão cibernético' e mais diversas pessoas praticantes de cyberbullying decidiram colocar em prática um terrível plano que destruiu ainda mais a vida da adolescente: começaram a recortar o rosto dela das fotos e fazer uma montagem em fotos com mulheres nuas. As fotos reais não são tão comprometedoras como os praticantes de cyberbullying fizeram parecer, mas com as montagens os problemas tornam-se ainda mais constrangedores na vida da jovem.

Angie só teve coragem de vir a público contar sua história pela primeira vez há dois anos. A revelação sobre a verdadeira Angie Verona foi revelada no Miami Montage, que é um jornal feito por estudantes de jornalismo do estado da Flórida.

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Após a primeira divulgação de suas declarações, Angie chegou a conceder outras entrevistas, inclusive a emissora americana ABC, ocasião em que não segurou as lágrimas ao falar de seu drama pessoal. Seu nome é citado em campanhas contra o Cyberbullying, mas também existem diversos memes maldosos sobre a moça circulando pela internet. Atualmente, já existem cerca de 63 mil fotos envolvendo a moça no Google, sendo que a maioria delas correspondem à montagens.

Atualmente, Angie passou a estudar apenas em casa, pois temia os ataques dos colegas da faculdade, uma vez que ela recebeu diversas ameaças de perseguição. Ela precisou terminar o ensino médio com a ajuda de professores particulares em casa e há oito anos não sabe o que é ter uma vida normal e anônima de uma garota comum. #Crime