A lista de onze prisioneiros detidos na indonésia e que estão no temido corredor da morte inclui o paranaense Rodrigo Gularte, 42 anos. A mãe dele, Clarisse Gularte, em emocionada carta escreveu ao Papa Francisco para que ele interceda na obtenção de alguma forma de evitar o fuzilamento.

As pessoas que serão fuziladas e que foram condenadas por tráfico de drogas, juntamente com o brasileiro Rodrigo, são naturais de vários países. Assim, ali estão um francês, uma filipina, dois australianos, um ganês, um espanhol e um indonésio. Os três outros incluídos na lista são cidadãos e cometeram assassinatos.

Na carta dirigida ao Papa, Clarisse suplica por clemência e reivindica pela internação de seu filho num hospital psiquiátrico, pois ele tem esquizofrenia.

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A mãe do brasileiro condenado afirmou textualmente ao Papa que seu filho é uma boa pessoa que errou.

Ela ainda rechaçou a forma com que ele foi punido, afirmando não acreditar que uma punição tão violenta e extrema possa oferecer solução aos motivos da condenação. Ela ainda deixa ao Sumo Pontífice sua opinião sobre a punição e sua relação com Deus, afirmando que a pena de morte certamente não se coaduna com a vontade de Deus. Ela também pede que Deus nos proteja, nos dê compreensão e nos salve.

As autoridades da Indonésia não divulgaram nomes dos presos incluídos na relação dos executados. O brasileiro Rodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005. Ele desembarcou na Indonésia levando seis quilos de cocaína na pranchas de surf.

Falando para comissão do Parlamento, procurador-geral do país, Muhammad Prasetyo, informou na quarta-feira (28) que sua equipe está cogitando possíveis datas, assim como locais adequados para cumprimento das penas.

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Nesta mesma ocasião, o procurador-geral informou que o ponto mais provável para isso deve ser a ilha isolada de Nusakambangan, que, devido a medidas de segurança, é considerada como o local mais adequado para esta finalidade. Ainda assim, há vários outros locais sendo cogitados.

Dificilmente o governo da Indonésia deixar de realizar as execuções, segundo vaticinam observadores internacionais, o que torna quase nulas a interferência do Papa neste triste e lamentável episódio.