Não é de hoje que as mulheres lutam pela igualdade de direitos em relação aos homens. Foi necessário queimar muitos sutiãs para que direitos fossem alcançados e podemos dizer que muita coisa foi conquistada. Porém estamos longe do que deveria ser reconhecido como igualdade.

Diariamente a mulher sofre com o preconceito: no trânsito, no trabalho, na rua e muitas das vezes dentro da própria casa. Considerada muitas vezes o sexo frágil, é a mulher quem cuida da casa e trabalha e que muitas vezes fazem papel de mãe e pai. É a mulher que na maioria das vezes tem que pegar o carro por que o marido bebeu demais. As funções exigidas de homens e mulheres são biologicamente diferentes, porém é necessário que apesar disso ambos tenham direitos respeitados.

Em muitos países as mulheres sofrem muito mais que preconceito. Segundo denúncia publicada pela ONG Equiity Now, 44 países possuem leis que são discriminatórias para as mulheres. Essas leis legitimam a desigualdade de gênero e a #Violência contra as pessoas do sexo feminino. O estudo feito a cada 5 anos mostra que as leis violam direitos humanos e continuam a ser criadas.

O documento tem mais de 40 páginas e é dividido em 4 grandes categorias: matrimoniais, pessoais, econômicas e de violência. As leis são impensáveis para muitos países e para muitos pode parecer brincadeira. No Iêmen a mulher tem que ter autorização do marido para poder sair de casa e sempre que estiver "apta" deve manter relações sexuais com seu marido. Não havendo idade mínima para se casar, neste país, muitas crianças são obrigadas a casarem cedo e com homens muitas vezes mais velhos.

No Congo e nas Bahamas se o abuso for cometido pelo marido não há violação da lei. Também no Congo a mulher deve ser submissa ao marido (isso é especificado em lei). No Irã o testemunho de dois homens equivale ao de quatro mulheres.

Em Malta e no Líbano é permitido ao marido sequestrar a mulher sem haver punição. Em Malta caso o sequestrador case-se com a vítima não haverá transgressão da lei. Na Rússia existem profissões proibidas para mulheres. Na Arábia Saudita elas são proibidas de dirigir. Na Tunísia o filho homem tem direito ao dobro de suas irmãs.

No ano 2000 a ONU ratificou um documento feito há mais de vinte anos com o intuito de erradicar a desigualdade e garantir os direitos das mulheres, assinado por 189 países. A ONG Equity Now afirma que não houveram muitos avanços na garantia dos direitos das mulheres.