Um atentado suicida, cometido por uma menina de aproximadamente 7 anos, deixou 5 pessoas mortas e outras 19 feridas, na cidade de Potiskum (norte da Nigéria), neste domingo (22).

A criança trazia os explosivos presos ao corpo e acionou os detonadores ao entrar num mercado, que encontrava-se cheio no momento do atentado.

Buba Lawamn, um homem que estava no mercado, declarou à AFP (Agence France-Presse), que a menina entrou normalmente no mercado, caminhou um pouco e em seguida ocorreu a explosão.

Lawamn informou ainda que as equipes de socorro confirmaram a morte de 5 pessoas no local, outras 19 pessoas ficaram gravemente feridas e foram levadas para hospitais próximos ao local do atentado.

O ataque suicida deste domingo (22), realizado por uma criança de apenas 7 anos, soma-se a outros atentados cometidos por crianças na Nigéria, atos violentos que vêm se repetindo e chocam, não só pelo crime em si, mas pela pouca idade dos terroristas, no caso crianças.

Supostamente os atentados terroristas na Nigéria são organizados por membros do Boko Haram, grupo jihadista, que arregimenta jovens e crianças, cada vez mais atraídos pelos grupos terroristas e usados como verdadeiras armas.

Fontes médicas que deram entrevista à AFP, sob a condição de terem suas identidades preservadas, afirmam que receberam os corpos de 6 mortos, incluindo o da menina terrorista e que estes foram encaminhados para identificação.

Em janeiro passado, o mercado Kasuwar Jagwal, que vende celulares e outros aparelhos eletrônicos, foi alvo do ataque de 2 adolescentes, deixando 6 mortos e 37 feridos.

No dia anterior a este ataque de janeiro, 19 pessoas morreram após um ataque de uma menina de apenas 6 anos, na principal praça de Maiduguri, nordeste nigeriano.

#Terrorismo

Os 3 ataques foram atribuídos ao grupo jihadista Boko Haram, que desde 2009 iniciou ofensiva e já causou mais de 13 mil mortes, deixando 1,5milhão de desabrigados. O conflito estende-se a vários países da bacia do Lago Chade, um grande lago que fica localizado no centro geográfico do continente africano.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, admitiu ter subestimado o grupo islâmico Boko Haram que há 6 anos vêm praticando ataques, sobretudo no Nordeste do país.