O Eurogrupo, composto pelos Ministros de Finanças da zona do euro, responderam hoje a lista de reformas enviada pela Grécia ontem. No primeiro momento, o plano foi aprovado entre a cúpula financeira, mas, com uma ordem: ela deve ser ampliada. O pedido é uma condição para que a ajuda financeira internacional continue por mais quatro meses.

A reunião de hoje durou apenas uma hora e foi feita através do telefone. Nela, o Eurogrupo passou para os gregos a avaliação feita pelas três instituições (antiga Troika) sobre o plano de reforma econômica. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, informou que as organizações consideram a lista completa, mas para um início de novos planos.

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Os ministros também explicaram que o documento de apenas seis páginas é apenas uma primeira lista de planos. Os executivos disseram que o plano enviado ontem é referente acordo de resgate que está em vigor. A promessa é de que até o mês de abril, o documento seja ampliado e detalhado, como pediu o Eurogrupo. De acordo com o porta-voz grego, Gabriel Sakellaridis, o plano passa por tópicos como a evasão fiscal, a corrupção e a administração pública.

Mas, apesar do pedido, os ministros da zona do euro decidiram seguir com os procedimento padrões. Assim, a proposta grega vai ser enviada para os países-membros do grupo. O que pode demorar um pouco o processo é que algumas aprovações devem passar por votações em Parlamentos. Mas, a expectativa é que a maioria dos países aceite a prorrogação do contrato que dá ajuda financeira à Grécia.

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Com a iminente aprovação, os gregos vão ganhar um socorro financeiro de 1,8 bilhões de euros. Além disso, com a venda de títulos, a Grécia deve receber do Banco Central Europeu a quantia de 1,9 bilhões de euros. 

Apesar do acordo ter sido criticada por parte da esquerda política grega, grande parte da população comemora a prorrogação do contrato. O sentimento é de que o novo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, está fazendo o que pode para tirar o país dessa situação. Além de que, muito que se fala nas ruas da Grécia, é que pela primeira vez o país está sendo ouvido pelos principais países que formam a zona do euro.