Nesta quarta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ao Congresso um pedido de utilização de forças militares contra o #Estado Islâmico (E.I.). A mais recente vítima, a americana Kayla Jean Mueller, foi morta durante bombardeio jordaniano na cidade de Raqa, na Síria, onde era mantida refém pelo Estado Islâmico.

Em pronunciamento na última segunda feira, após a confirmação da morte de Kayla, Obama afirmou que a justiça seria feita o mais rápido possível, não só para trazer algum alívio para a família da jovem e dos outros reféns mortos, mas para garantir um futuro de paz e harmonia. Ele acrescentou ainda que o grupo jihadista é covarde, abominável e odioso. 

Com o pedido feito ao Congresso, foi anexado um documento de três páginas em que são descritos minunciosamente os atos hediondos do Estado Islâmico, acompanhado por uma carta de Obama solicitando aos parlamentares que relembrem todo o histórico criminoso dos extremistas e o mal que estes vêm causando à humanidade.

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No documento enviado ao Congresso, consta ainda os nomes dos reféns mortos desde o ano de 2014 até o último 6 de fevereiro, data da morte de Kayla Jean Mueller.

Dessa forma, os Estados Unidos da América estariam formalizando a guerra contra o Estado Islâmico, grupo de fundamentalistas oriundos da Al Qaeda com milhares de militantes espalhados por todo o mundo. O grupo age principalmente no Iraque, onde dominou cidades e províncias, causando milhares de mortes.

O grupo Estado Islâmico tentou se aliar ao grupo Al-Nosra, um grupo jihadista presente na Síria, que recusou o pedido, de forma que os dois grupos lutam entre si e contra todos. Jornais norte-americanos afirmam que a ação prevê que o combate ao terror tenha a duração de três anos, e ressalta que os Estados Unidos fazem parte da coalizão internacional que realiza ataques aéreos no Iraque. 

A proposta de Obama agora precisa ser aprovada pela Câmara dos Representantes e do Senado.

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A proposta deve ser motivo de muito debate entre republicanos e democratas no país. #Terrorismo