Novos cardeais foram nomeados neste sábado (14) pelo papa Francisco. Do novo grupo, um será escolhido para ser sucessor de Francisco, que ressaltou a importância da vida cristã com humildade e justiça.

Entre os novos cardeais, cinco deles são latino-americanos, contudo, nenhum é brasileiro. Com as novas escolhas, aumenta para 125 eleitores que poderão escolher quem será o sucessor de Francisco. Entre os 20 novos cardeais, estão bispos e arcebispos, que representam os cinco continentes, de 18 países, sendo 3 da Ásia, 3 da África, 7 da Europa, 5 Latino-americanos e 2 da Oceania.

A cerimônia foi realizada na Basílica de São Pedro, cujo 20 Prelados foram levantados pelo atual papa, dentre estes, muitos eram de países em desenvolvimento.

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Na ocasião, Bento 16 também estava presente, sendo esta sua quinta aparição pública, desde que pediu renúncia ao posto de papa em 2013.

Durante a nomeação, o papa Francisco alertou os novos cardeais quanto ao novo posto diante da igreja, acrescentando que ser um cardeal não deve ser tomado como um posto decorativo, ou algo acessório como um título honorário, é necessária cautela para que o orgulho inflado não prevaleça. Lembrando que nem mesmo os dignatários estão imunes de tal sentimento.

Cardeais são considerados os mais altos assistentes que um papa possa ter em Roma e também ao redor do mundo. Na escala hierárquica católica romana, os cardeais são aqueles que estão no topo, possuindo total confiança do papa.

Apenas poderá concorrer a sucessão do papa Francisco, caso ele venha a falecer ou renunciar, cardeais que tenham menos de 80 anos.

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Entre os 20 novos arcebispos, 15 possuem menos de 80 anos, podendo integrar a conclave que irá escolher o sucessor do atual papa.

O discurso de Francisco diante das nomeações foi em torno de dois pedidos: que estes novos cardeais sejam humildes e que trabalhem com justiça. Uma grande modificação ocorreu no anúncio dos cardeais, sendo que pela primeira vez os europeus não estavam em maioria no topo da escala hierárquica dentro do Colégio de Cardeais, representando apenas 45%, o que significou uma revolução silenciosa e equilibrada. Com isso, Papa Francisco consegue internacionalizar os integrantes do sagrado colégio, com participantes de várias etnias. #Religião