Indignação e comoção nos principais países ocidentais é o que se observa com a divulgação de um vídeo que mostra Muath al-Kaseasbeh, o jordaniano que estava preso como refém, supostamente sendo queimado vivo. O vídeo foi divulgado pelo grupo jihadista, conhecido por Estado Islâmico,

O vídeo transcorre em exatos 22 minutos e 34 segundos. Sua autenticidade não foi confirmada. O piloto Kasasbeh está em meio a ruínas, tendo ao redor edifícios destruídos. Lá, aparece um grupo de mascarados formando uma fila.

As imagens seguintes mostram o piloto dentro de uma jaula de ferro. Ao mesmo tempo, são intercaladas imagens de pessoas que seriam vítimas de bombardeios feitos por aviões das forças reunidas e lideradas pelos Estados Unidos para deter o Estado Islâmico.

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A Jordânia está participando desta coalizão.

Dois homens mascarados surgem com uma tocha, que é acesa pelo outro jihadista, e acendem um pavio com o fogo. Rapidamente as chamas chegam ao piloto, que é inteiramente queimado vivo. Este ato, classificado por muitos setores de governos ocidentais como "barbárie inaceitável", teria acontecido terça-feira (3).

O piloto jordaniano tinha sua sobrevivência e libertação condicionada à libertação da terrorista iraquiana Sajida al Rishawi. Ela foi sentenciada à morte pela Justiça jordaniana.

Cedendo as pressões, a Jordânia decidira libertar a iraquiana, mas impondo a condição da comprovação dos extremistas de que Kasaesbeh permanecia vivo. Mas esta prova não foi fornecida pelo Estado islâmico, o que acabou por não concretizar a troca.

O piloto Muath al-Kaseasbeh tinha sido capturado em 24 de dezembro, após o seu caça ter sido abatido na Síria.

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Este avião, bem como outros tantos oriundos da Jordânia, são parte integrante da coalizão que está lutando para derrotar os extremistas islâmicos.

Tão logo o vídeo foi divulgado, os Estados Unidos, em comunicado na Casa Branca, informaram que está sendo feito um trabalho de verificação da autenticidade das imagens pelas agências de inteligência americanas. Abordando o acontecido, presidente Barack Obama disse que as imagens demonstram os atos odiosos e radicais que o grupo islâmico tem praticado. #Terrorismo