O Estado Islâmico (grupo jihadista fundamentalista, com milhares de seguidores), prossegue com suas execuções e julgamentos cometidos, e obedecendo, somente - e cegamente - às suas próprias leis.

A vítima mais recente do grupo terrorista foi a norte americana Kayla Jean Mueller, de apenas 26 anos. Kayla era mantida refém na Síria, e teria sido morta durante um ataque aéreo em Raqa, realizado pela Jordânia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou a morte da jovem nesta terça feira, 10 de fevereiro, após apurar a veracidade das informações que davam conta da morte de Kayla Jean Mueller no dia 5 de fevereiro, semana passada. Segundo assessores da Casa Branca, a família de Kayla confirmou ter recebido do Estado Islâmico alguns dados adicionais, comprovando a morte, no ataque aéreo realizado pela Jordânia, à Raqa, onde a jovem era mantida refém.

Conforme o esperado em tal situação, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu um comunicado em que afirma que a Justiça será feita, sendo uma questão de tempo a captura e posterior julgamento e condenação dos responsáveis pelo ataque terrorista.

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Obama acrescentou que o Estado Islâmico é um grupo terrorista abominável, odioso e covarde, que a morte de Kayla não será em vão, e que o futuro, não só dos Estados Unidos, mas do mundo, será de paz e igualdade graças aos mártires contemporâneos, numa alusão ao recente e já extenso número de reféns mortos pelo grupo.

A família de Kayla Jean Mueller declarou estar completamente devastada com a morte da jovem, porém, com esperança no cumprimento da Justiça.

O Estado Islâmico informou que a morte de Kayla ocorreu quando um avião jordaniano bombardeou o prédio onde ela era mantida refém. No entanto, nenhum militante do E.I. ficou ferido durante o ataque.

A informação dada pelo grupo terrorista é de que após as orações realizadas às sextas feiras, houve o bombardeio, e que a jovem americana havia morrido.

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Família divulga carta de Kayla

Após a confirmação da morte de Kayla, a família divulgou uma carta escrita pela jovem, enquanto era mantida refém. Na carta, Kayla pede perdão à família pela situação que estava vivendo, dizendo que nunca se perdoaria por expor seus entes queridos à tal sofrimento.

Kayla mencionou também que sua fé em Deus havia aumentado, que durante o cativeiro meditara muito sobre a vida, seus valores e a importância da família. Pediu a todos que se mantivessem fortes, porque ela seria forte até o fim, mantendo a forte convicção de que logo estaria ao lado dos familiares e amigos.

Ela encerrou a carta dizendo que todos estariam juntos, em breve.

A Jordânia declarou no domingo, 08 de fevereiro, que havia realizado cerca de 56 ataques, com seus aviões caça, no nordeste da Síria. O alvo dos jordanianos é o grupo jihadista, com posições na Síria e no Iraque, e os atuais bombardeios são a resposta pela captura e morte do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbez, cuja morte - queimado vivo, preso numa jaula - foi divulgada através de um vídeo, em dezembro.

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O exército jordaniano informou que os ataques teriam reduzido muito a força do E.I., no entanto, sem fornecer dados exatos sobre possíveis baixas no E.I.. #Terrorismo #Violência