Os líderes da França (François Hollande), Rússia (Vladimir Putin), Alemanha (Angela Merkel) e Ucrânia (Petro Poroshenko), reuniram-se na última quarta-feira (11) e após 16 horas de extenso diálogo, que atravessou a madrugada, chegaram ao acordo que determina o fim dos combates no leste da Ucrânia. A informação sobre a reunião foi trazida a público pelos próprios participantes da cúpula realizada em Minsk, na Bielorrússia.

O acordo firmado na última quinta-feira prevê um cessar-fogo que deve ter início domingo (15), e em seguida os armamentos pesados serão retirados das áreas em conflito. Todos os quatro líderes participantes da reunião firmaram compromisso de respeitar e honrar o território ucraniano, sua soberania e a manutenção de sua integridade, segundo declaração entregue em conjunto ao Kremlin (sede do Governo da Rússia e da extinta União Soviética).

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O líder ucraniano Petro Poroshenko afirmou que a maior conquista é realmente o cessar-fogo, que se realizará de sábado para domingo, inexoravelmente, sem que se possa utilizar quaisquer argumentos para a continuidade do conflito. A notícia sobre o resultado da reunião de cúpula surgiu no momento em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) ofereceu à Ucrânia R$ 40 bilhões, para tentar evitar o iminente colapso financeiro no país.

Durante a intensificação do conflito no leste europeu, os Estados Unidos chegaram a mencionar abertamente a possibilidade e a disponibilidade norte americana em armar a Ucrânia para que esta pudesse se defender "à altura" da ameaça oferecida pela Rússia. Isso causou preocupação sobre um provável envolvimento dos Estados Unidos numa guerra com o país.

Vale ressaltar que Estados Unidos e Rússia (então parte da União Soviética) foram protagonistas, entre os anos 1960 e final dos anos 1980, da chamada Guerra Fria, conflito que envolveu estratégias indiretas de política e guerrilha entre os países que eram superpotências.

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A guerra foi chamada de "Fria" porque não houve uma guerra propriamente dita, por ser inviável a vitória de um país numa guerra nuclear, pois atingiria o mundo inteiro. Daí a preocupação com a proposta feita pelos Estados Unidos à Ucrânia.

A Casa Branca manifestou-se sobre o acordo, afirmando que o verdadeiro teste de fogo do êxito da reunião de cúpula será a implementação completa do cessar-fogo, a retirada dos armamentos e a manutenção das fronteiras da Ucrânia com a Rússia. A Casa Branca completou o informe através de documento oficial, dizendo que os Estados Unidos estão muito preocupados com o conflito no leste europeu e que veem como "quase impossível" o cumprimento do acordo de cessar-fogo na Ucrânia. #União Europeia