Pesquisas recentes mostram que nos últimos 30 anos o uso eficiente de fertilizantes fontes de N (UEN) teve grande variação entre regiões e países ao redor do mundo devido à diversos fatores, como: diversidade de solos, culturas, climas e acesso a tecnologia e conhecimento por partes dos fazendeiros/agricultores.

A Associação Internacional de Indústrias de Fertilizantes define UEN como a relação entre a quantidade de N absorvido pelas culturas e a quantidade de N fornecido/aplicado na cultura, ou no sistema de produção. Valores elevados dessa variável indicam menos riscos ao ambiente (menor probabilidade de impactos negativos associados a contaminação da água, ar e solo), maior ganho em produtividade final e menor uso de fertilizantes nitrogenados.

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Os EUA tiveram resultados positivos para a cultura do milho e soja, com incrementos na ordem de 100% em produtividade final e UEN. Sendo o consumo de fertilizantes-N incrementado em apenas 5,6 % segundo pesquisas recentes. Contudo muito se deve à melhorias genéticas e estudos avançados sobre variedades resistentes à pragas e doenças e mais eficientes para determinadas condições, como deficiência hídrica e baixa fertilidade.

Por outro lado, países como a China, Índia  e toda a África não tiveram o mesmo desempenho, apresentando aumento significativo do uso de fertilizantes nitrogenados, e resultados de UEN negativos.

Na China e Índia o consumo de fertilizantes-N aumentou rapidamente para o cultivo de cereais como arroz e trigo. Entre os anos 1980 e 2010 o consumo aumentou na ordem de 115 % enquanto a produtividade aumentou apenas em 90 %, gerando um UEN negativo na ordem de -20 % segundo o IPNI - International Plant Nutrition Institute.

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Para os países africanos a situação ainda é muito pior. Sem acesso a tecnologia e conhecimento muitos agricultores usam quantidades de fertilizantes nitrogenados fora dos padrões estabelecidos para as condições de fertilidade dos solos cultivados e das exigências nutricionais das culturas, provocando redução do UEN além de prejuízos ambientais (como lixiviação de fontes de nitrato para lençóis freáticos e aquíferos, erosão e degradação do solo) e baixa produtividade. #Agricultura