O embaixador dos Estados Unidos na Coreia do Sul, Mark Lippert, foi esfaqueado em Seul nesta quinta-feira (noite de quarta-feira no Brasil) por um suposto militante nacionalista.

O diplomata participava de um café da manhã de trabalho em um centro cultural da capital sul-coreana quando um homem de 55 anos, identificado como Kim Ki-jong, o atacou. A polícia deteve o agressor e investiga os motivos do #Ataque.

Segundo as autoridades, o suspeito se manifestou contra os exercícios militares realizados em conjunto por Estados Unidos e Coreia do Sul, que começaram na segunda-feira (2). Testemunhas afirmaram que Kim - que em 2010 já foi detido por um ataque contra o embaixador japonês em Seul - também gritou slogans a favor da reunificação das duas Coreias.

As imagens de televisão mostraram o embaixador com sangramentos na cabeça e no braço. Entretanto, os ferimentos são leves, informou a imprensa local. Lippert, de 42 anos, está no cargo desde outubro do ano passado.

Em um comunicado, os Estados Unidos condenaram imediatamente o ataque. "Condenamos categoricamente este ato de violência. O embaixador está recebendo tratamento em um hospital local, mas não há risco de morte", informou o Departamento de Estado.

Segundo a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Bernadette Meehan, o presidente Barack Obama telefonou ao embaixador para lhe desejar uma rápida recuperação e para dizer que ele e sua esposa estão em suas orações.

Em sua conta no Twitter, Lippert já se manifestou sobre o ataque e disse que passa bem. "Robyn, Sejun, Grisby e eu estamos emocionados com o apoio. Voltarei assim que possível para avançar com a aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul", escreveu o diplomata.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, classificou a agressão como um ataque contra a aliança entre Seul e Washington. "Estes acontecimentos são intoleráveis, porque não se trata apenas de uma agressão física", afirmou a mandatária.

Em 2006, durante campanha eleitoral, a presidente também foi vítima de um ataque com arma branca. Seu agressor foi condenado a 10 anos de prisão por tentativa de homicídio.

Tensão com a Coreia do Norte

As manobras militares anuais realizadas em conjunto por Coreia do Sul e Estados Unidos são centro de tensão com a Coreia do Norte, e são vistas como um empecilho para a retomada de diálogo entre as duas Coreias.

Os exercícios consistem em simulações de combate para testar a coordenação das forças conjuntas.

Como resposta a esses exercícios, a Coreia do Norte lançou nesta segunda-feira dois mísseis de curto alcance no Mar do Japão.

Cerca de 30.000 soldados norte-americanos estão na Coreia do Sul de forma permanente. Em caso de conflito armado, os Estados Unidos assumiriam o comando operativo.