Aviões militares dos EUA começaram a bombardear na última quarta-feira (25), posições do #Estado Islâmico na cidade iraquiana de Tikrit. As ações colocam o poder aéreo americano perto de um papel de apoio às milícias apoiadas pelos iranianos na região. Um porta-voz do Pentágono disse: "posso confirmar que o governo do Iraque pediu apoio da coalizão para operações em Tikrit. E essas operações estão em andamento", garantiu o coronel Steve Warren.

Os ataques aéreos, que resultaram da solicitação direta do primeiro-ministro iraquiano, Haider Abadi, permitirá que as forças iraquianas enfrentem o EI com maiores forças nas proximidades de Tikrit.

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Embora prevista para durar uma semana, a introdução tardia de aviões de combate dos EUA trouxe uma posição estranha a administração Obama. Essa tática parece criar uma aliança dos americanos com o seu maior rival no Oriente Médio, o Irã.

A medida que as forças iraquianas, nominalmente encarregadas da luta por Tikrit, avançam e ganham posições, esse não deixa de ser um ensaio para a próxima luta, que tende a ser bem mais difícil, em Mosul - a segunda maior cidade do Iraque. Os novos ataques aéreos dos EUA em Tikrit levantam questões sobre a guerra, sobretudo, com relação a uma cooperação com os iranianos.

Os militares americanos se mantém na cidade iraquiana sunita de Isis, aparentemente fora de preocupação. No entanto, com a ofensiva terrestre - liderada por forças iraquianas e com a milícia xiita apoiada pelo Irã - voos de vigilância dos EUA, saídos de Tikrit, começaram no início desta semana.

Profunda consternação existe em Washington, entre ambos os partidos políticos, com o aparecimento de aviões de guerra norte-americanos prestando apoio aéreo para milícias xiitas e seus patrocinadores iranianos.

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Algumas unidades militares iraquianas treinadas nos EUA e milícias xiitas estão sob investigação por cometerem atrocidades, semelhantes as do Estado Islâmico. O general iraniano Qassem Suleimani acredita estar desempenhando um papel de liderança no que se transformou em uma luta sangrenta para recapturar Isis, cidade natal de Saddam Hussein. #Crise