Foi preso nesta quinta-feira (12), em sua residência localizada no município de Embu das Artes, região da Grande São Paulo, o ex-ativista italiano Cesare Battisti. A prisão foi comandada por uma equipe da Polícia Federal, em cumprimento à decisão da Juíza Federal Adverci Rates Mendes de Abreu, de Brasília. No momento da prisão, o italino estava acompanhado de sua mulher e sua filha.

A magistrada atendeu um pedido direto do Ministério Público Federal, que exigia a anulação da decisão proferida pelo Governo Federal, a qual que visava a permanência do ex-ativista no Brasil.

Apesar de negar as acusações por homicídio, que renderam uma condenação na Itália, Battisti sempre alegou inocência, inclusive em entrevistas realizadas por canais da imprensa brasileira.

Em sua decisão, a juíza deixou claro que, ao seu ver, Battisti está em terras brasileiras de forma totalmente irregular. Determinou, ainda, que a União agilize o processo de deportação do ex-ativista para um dos países pelos quais ele passou, antes de chegar ao Brasil após sua fuga da Itália. Vale salientar que Battisti já passou pelo México e pela França. Entretanto, enquanto aguarda a finalização do processo de deportação, Cesare Battisti permanecerá na Superintendência Regional da PF em São Paulo, localizada na Zona Oeste do município.

Relembre o processo de condenação de Cesare Battisti

Battisti fez parte do grupo Proletariados Armados pelo Comunismo e foi condenado, na Itália, por homicídio. Em 2004, chegou refugiado ao Brasil e, logo em 2007, foi preso. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal acatou o pedido de extradição realizado pela Itália, porém, deixou a decisão para a Presidência da República, responsável pelos processos de deportação. Na época, o então Presidente da República era Luiz Inácio Lula da Silva negou a deportação, alegando que o ex-ativista era alvo de perseguição da #Justiça italiana.

Os advogados de Cesare Battisti ainda podem recorrer da decisão, tanto à juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, quanto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Segundo entendimento dos advogados, a juíza cometeu um vício da decisão, já que rebate as decisão já tomadas pelo Presidente da República em atividade na época, bem como pelo Supremo Tribunal Federal.