A execução de reféns pelo grupo terrorista chamado #Estado Islâmico (EL) é algo bem treinado. Primeiro, eles mexem com o psicológico da vítima para depois decapitá-la. Esta é a maneira covarde utilizada por "Jihadi John", mais conhecido como Mohammed Emwazi, o carrasco terrorista que degola pessoas, filma a execução e divulga na internet.

Um desertor do grupo terrorista EL deixou a Síria para se refugiar na Turquia. Ele foi entrevistado pelo jornal Sky News. Como não quis falar o verdadeiro nome, foi chamado de Shael. Na entrevista, o ex-terrorista explicou a tortura psicológica que os reféns sofrem antes de morrer. Segundo Shael, há uma espécie de ensaio com as vítimas.

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Elas são colocadas em frente às câmeras para que o carrasco apenas simule a execução.

Essa simulação não é feita para praticar, mas sim, para iludir as pessoas que serão mortas. Assim, elas nunca saberão quando é apenas um ensaio ou o dia da morte. Isso explica o fato dos reféns estarem calmos perante um carrasco e a morte.

Para garantir que as vítimas estejam sempre relaxadas, os terroristas fazem de tudo para enganá-las, deixando pensar que é somente um blefe, uma mera simulação. Dessa forma, o reféns supõem que nada de grave irá acontecer e um dia voltarão para casa. Contudo, isso nunca acontece, pois, em um determinado momento, o ensaio se torna realidade e a execução é realizada.

Além disso, mais uma ideia para deixar as vítimas mais calmas é passar uma falsa sensação de hospitalidade por parte dos terroristas.

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Quando a pessoa é capturada, eles dão a ela um nome árabe. Assim, o refém pensa que o ambiente não é tão hostil, pois, os criminosos o tratam como igual. Para explicar melhor, Shael citou o exemplo de um jornalista do Japão que se chamava Kenji Goto. Quando ele foi capturado, deram um novo nome para ele, o chamando de Abu Saad. O ex-terrorista relata que percebeu que o japonês ficava mais calmo quando era chamado de Abu.

Portanto, o refém do grupo terrorista EL sofre com agressões psicológicas e físicas. A vítima vive em constante tensão, pois, a qualquer hora pode ser morto. Além disso, os criminosos não dão nem o direito de saber qual será o dia em que a pessoa vai morrer. #Terrorismo