A tragédia que aconteceu com a aeronave Airbus A320 da companhia aérea Germanwings pode mudar um procedimento da aviação nacional e internacional. Atualmente é permitido que apenas um operador esteja na cabine de controle dentro da aeronave. Entretanto, a partir da atitude suicida do copiloto da empresa aérea alemã, esse procedimento está em análise para que seja modificado. Entenda o que aconteceu e quais serão as providências podem ser tomadas pelas companhias aéreas brasileiras.

O desastre aéreo

O avião da companhia aérea Germanwings iria efetuar uma simples #Viagem dentro do continente europeu partindo de Barcelona (cidade espanhola) para Düsseldorf (cidade alemã).

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Entretanto, essa viagem foi interrompida devido à ação criminosa do copiloto alemão Andrea Libutz. Ele aproveitou o momento em que o piloto saiu da cabine para se trancar e cometer o "homicídio em massa". Apesar do piloto ter gritado e tentado arrombar a porta do cockpit da aeronave, o copiloto permaneceu concentrado na sua ideia de colidir o avião ao solo durante o sobrevoo nos Alpes da França. O resultado foi a morte das 150 pessoas a bordo, incluindo ele mesmo.

Ninguém sabe o motivo que levou um profissional da aviação a cometer essa covardia, cessando a vida de centenas de pessoas. Dentre os passageiros da aeronave, havia bebês de colo, crianças, estudantes, cidadãos de nacionalidade espanhola, alemã, dentre outras.

Novo procedimento

Como não é possível voltar no tempo, é necessário tomar medidas preventivas para que uma nova tragédia como essa não se repita.

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Para isso, as companhias aéreas Norwegian Air e a EasyJet informaram que irão impor o procedimento obrigatório em que, no mínimo 2 tripulantes estejam presentes na cabine durante todo os seu voos. Essa informação passa segurança para os passageiros das companhias.

As Companhias Aéreas brasileiras

Indagadas sobre uma possível mudança de procedimento referente a seguirem o exemplo da EasyJet e da Norweigan, ou seja, obrigarem que tenha 2 tripulantes na cabine durante todo o tempo, a empresa aérea Gol não quis se manifestar. A companhia aérea Azul informou: "Seguimos os procedimentos de segurança da Anac. Estamos acompanhando as investigações desse caso com a Germanwings. E vamos seguir as recomendações que vierem das autoridades com relação a esse evento. Vamos aguardar as recomendações para tomar qualquer iniciativa.".

A TAM respondeu em nota: "A TAM Linhas Aéreas informa que segue todas as regulamentações vigentes de aviação e toma todas as medidas visando a segurança de suas operações. Por política interna, é necessária a presença de um comissário na cabine de comando da aeronave sempre que um dos pilotos precisa se ausentar do local."

Portanto, as empresas aéreas brasileiras estão tomando as medidas que julgam ser necessárias para a segurança dos passageiros. Entretanto, vale à máxima: quanto mais cuidado melhor. A política interna da TAM é excelente e exemplar.