Há um enigma a ser resolvido no desastre do dia 24 nos Alpes Franceses. Isso porque, o copiloto alemão Andreas Lubitz, de 28 anos, teria provocado deliberadamente a queda do avião da Germanwings (parceira da Lufthansa). O áudio da primeira caixa preta revela que até 20 minutos antes da queda do avião, o copiloto conversava tranquilamente com o piloto.

Porém, momentos antes da queda, o piloto deixou a cabine de comando e quando voltou encontrou a porta de acesso fechada pelo copiloto. Mesmo com pedidos constantes para que o copiloto abrisse a porta, Andreas se recusou e acionou o mecanismo de descida do avião voluntariamente e sem nenhum alerta.

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Jornais europeus já anunciaram que, de acordo com autoridades locais, o copiloto não apresentava histórico criminoso e não estava na lista de suspeitos de terrorismo. O promotor de Marselha, Brice Robin, disse que os sons da caixa-preta não demonstram em nenhum momento que Andreas Lubitz estivesse passando por algum tipo de problema de saúde, como tontura, desmaio ou AVC (no áudio, segundo o promotor, dá para ouvir a respiração do copiloto poucos momentos antes da queda).

"Por vontade própria, ele se negou a abrir a porta da cabine para o comandante. Ele não tinha nenhuma razão para impedir a volta do comandante ao cockpit. Sozinho na cabine, o copiloto pressionou o botão de perda de altitude por uma razão que não fazemos nenhuma ideia, mas que pode ser visto como um desejo de destruir a aeronave", contou o promotor francês Robin.

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Agências de notícias já se encontram na cidadezinha alemã de Montabaur

Montabaur é onde o o piloto Andreas nasceu e morava com os pais. Lá, já se encontram várias agências de notícias, em busca de informações sobre as características psicológicas do copiloto. Ele também morava na cidade de Düsseldorf. De lá, descobriram que tempos antes da queda, o perfil do facebook de Andreas teria misteriosamente sido apagado. "As características psicológicas não mostram que ele tenha algum desvio de personalidade e seu histórico não mostra expressões fundamentalistas religiosas", afirmou a prefeita de Montabaur.

De acordo com a Germanwings, havia a bordo: 72 alemães, 35 espanhóis, 2 australianos, 2 argentinos, 2 iranianos, 2 venezuelanos, 2 americanos, 1 marroquino, 1 britânico, 1 holandês, 1 colombiano, 1 mexicano, 1 dinamarquês, 1 belga e 1 israelense. Sendo assim, uma tragédia global. #Europa #Crime