Foi divulgado hoje (10) um vídeo em que aparece um jovem de 19 anos, com suposta identidade de Huhammad Musallam, cidadão israelense de origem árabe, sendo executado pelo EI. O assassinato é ligado à milícia radical #Estado Islâmico, e ele estava sendo acusado de ser espião do serviço de Inteligência Mossad, de Israel.

Musallam aparece no vídeo do EI trajando um uniforme laranja, e revela como teria sido treinado e recrutado para servir como espião ao serviço de inteligência de Israel. Nas imagens da execução, uma criança é quem faz o disparo e acerta a cabeça de Mossad com um tiro.

Nas filmagens, que foram publicadas pela rede de mídia da facção Furqan, um garoto aparece de roupa camuflada e de rosto descoberto efetuando os disparos.

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Diversas organizações que integram os debates mundiais sobre os direitos humanos já denunciaram o Estado Islâmico pelo uso de crianças e adolescentes como integrantes da ANSA.

O vídeo divulgado hoje possui cerca de 13 minutos e partidários do EI que possuem contas no Twitter compartilharam a barbárie e violência nas redes sociais. Logo após as filmagens terem sido divulgadas, um militante que faz parte do grupo terrorista declarou que, em breve, combatentes 'libertarão Jerusalém'.

Para a milícia radical do Estado Islâmico, Musallam trabalhava para o Mossad, e a acusação era devido ao fato do israelense ter tentado fugir no momento que foi capturado pelo EI. O pai de Huhammad, em fevereiro, já havia negado qualquer participação do filho na espionagem pelo serviço de inteligência

Apesar da autenticidade do vídeo ainda não ter sido confirmada, as autoridades de Israel já confirmaram estarem cientes das filmagens e do assassinato de Musallan.

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Contudo, eles não deram maiores detalhes sobre o fato.

Outro ato violento do Estado Islâmico também foi divulgado hoje. Nele, dois homens foram condenados por homossexualidade, além de um outro ter sido acusado de blasfêmia. No vídeo de execução dos três homens, o idoso acusado de blasfêmia aparece lendo a sentença para os outros dois homens acusados de heresia e homossexualidade. Os vídeos foram exibidos de forma separada e para cada réu, que se encontravam ajoelhados e com os olhos vendados. Um carrasco segurava uma espada sobre as cabeças dos acusados, que tinham suas mãos amarradas atrás das costas.

Contudo, não foram exibidas imagens da decapitação dos três réus, apenas mostrada a espada supostamente suja de sangue. #Terrorismo