Stuart Holland, 75 anos, antigo conselheiro do ex primeiro-ministro britânico Harold Wilson, é um economista britânico e autor do livro: "Europe in Question: And what to do about it", entre outros títulos. Ele se encontra na cidade de Lisboa, capital de Portugal, para sua participação na conferência: "Grécia e Agora?". Em sua fala, quando se referiu ao momento atual da Grécia e ao que afirma ser a hegemonia de Berlim na atual União Europeia, afirmou que o continente europeu está na iminência de testemunhar um "IV Reich".

Chanceleres anteriores eram contrários a uma #Europa alemã

Quando entrevistado pela imprensa portuguesa, o economista britânico afirmou que a atual chanceler alemã, Angela Merkel, não compartilha do conceito de solidariedade, o que classifica de referências da Europa Ocidental. Ele disse também que uma Europa alemã, enquanto uma Alemanha hegemônica, é algo que chanceleres anteriores como: Helmut Khol e Willy Brandt, não queriam que acontecesse. A expressão "IV Reich" foi tratada como terminologia "nazista", por fazer referência ao governo liderado por Hitler, o "III Reich".

O economista é crítico das medidas de austeridades para a Grécia

Além da crítica ferrenha a Angela Merkel, Stuart Holland critica também o governo português, que acredita estar fazendo o que Berlim prefere. O economista britânico não concorda com as medidas que a comunidade europeia vem impondo, desde 2012, ao estado grego e na atual política da Europa, expõe uma situação que, ao seu ver, vem desvirtuando, entre outros, o "Tratado de Roma", que estabelece economia, sociedade e solidariedade coesa, o que não vem sendo feito devido a imposição alemã no continente, uma vez que, falta procedimentos comunitários até nas intenções, o que classifica como uma tragédia.

No entanto, o economista cita que há procedimentos institucionais como cooperação reforçada (que a própria Alemanha já fez uso em outro momento) para poder "barrar" a Alemanha e, assim, impedir o que seria, segundo sua afirmação, o "IV Reich".