Neste sábado (7) autoridades egípcias deram início ao cumprimento da sentença de morte por enforcamento, que será estendida à centenas de seguidores do ex-presidente Mohamed Morsi, deposto em julho de 2013 e que desejava impor um #Estado Islâmico.

O primeiro punido com a pena de morte por enforcamento foi Mahmoud Ramadan, que segundo o porta-voz do governo, Hani Abdel Latif, estava fortemente envolvido nos conflitos violentos.

Os seguidores do ex-presidente deposto foram julgados sumariamente e condenados à forca, de uma forma que as Nações Unidas julgaram "sem precedentes na história atual".

A divulgação do primeiro enforcamento dos partidários de Mohamed Morsi é feita poucos dias após o Ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, ser substituído por Magdy Ghaffar, que enfrentará a dura missão de combater os atos violentos de #Terrorismo que vêm assolando o país desde que o presidente foi deposto. Mohamed Ibrahim foi o responsável pelo movimento repressor aos partidários do presidente deposto.

A substituição de Mohamed por Magdy Ghaffar, no cargo de Ministro de Interior acontece depois da série de críticas em relação ao fracasso das forças de segurança, em impedir os ataques terroristas. Magdy Ghaffar é integrante do sistema de segurança do país e deverá responder pelo êxito de um combate frontal ao Estado Islâmico e a outros grupos terroristas islâmicos de outras facções, que desde a deposição do presidente Mohamed Morsi, em julho de 2013, vêm atacando fortemente o território egípcio.

A crise política no Egito e a deposição de Mohamed Morsi

A deposição de Morsi foi conseqüência de um Golpe de Estado e ocorreu quando o governo foi removido pelo ministro da Defesa, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.

Em 30 de junho de 2013 o presidente Mohamed Mursi completava um ano de mandato no governo, quando milhões de manifestantes agitaram todo o Egito, indo para as ruas e exigindo a renúncia de Morsi, devido a problemas políticos e sócio-econômicos que se agravaram durante seu governo.

As manifestações, que inicialmente foram consideras pacíficas, terminaram de forma violenta quando cinco manifestantes anti-governo Morsi morreram durante os confrontos.

Enquanto isso, partidários do governo Morsi organizaram uma manifestação no Cairo, em Nasr City.

No período compreendido entre 30 de junho e 3 de julho de 2013 o Egito foi sacudido por manifestações violentas pró e anti-governo Morsi, que resultaram em mortes, saques e invasões, transformando o país num verdadeiro caos, agravando a crise política e a constituição nacional.

Mohamed Morsi recusava-se a cumprir a ordem do Exército para que deixasse o cargo, e o Exército ameaçava assumir o poder, se os políticos civis não resolvessem o impasse.

Na noite de 3 de julho de 2013, os militares apresentaram um comunicado do fim da presidência de Mursi, anunciando que a Constituição Egípcia estava temporariamente suspensa, que em breve seria realizada nova eleição presidencial e que Ady Mansour, chefe da Corte Constitucional, seria o chefe de governo, até segunda ordem.

Os partidários pró-Morsi capturados foram então julgados e condenados à morte por enforcamento, com a primeira execução realizada neste sábado (7).