Mais de 20 milhões de uzbeques estão convocados para irem às urnas participarem da eleição para chefe de estado do país.

As sessões eleitorais (cerca de nove mil colégios) abriram neste domingo (29) no Uzbequistão com uma participação ativa da população e em clima de normalidade, informou a Comissão Eleitoral Central (CEC). Logo após a abertura dos portões, às 6h, já podiam ser encontradas filas se formando. O fechamento dos portões está previsto para as 20h, e imediatamente começará a apuração dos votos.

Na opinião geral dos analistas e de organizações de defesa dos direitos humanos, os três adversários de Karimov (Narmom Umarov, do Partido Social-Democrata; Jatmayon Ketmonov, do Partido Popular Democrático e Akmal Saidov, do Partido Nacional Democrático) apenas estão em posição de conferir caráter de eleição à disputa, pois a vitória de Islam Karimov, atual chefe de estado, é dada como certa.

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Na eleição anterior, o atual presidente venceu com 91% dos votos totais. Caso a previsão se concretize, Karimov terá a chance de continuar por mais cinco anos à frente de seu país, onde já se encontra há mais de 20 anos.

Os cidadãos uzbeques que estiverem fora do país por quaisquer motivos (cerca de seis milhões de pessoas), poderão votar em 44 colégios eleitorais espalhados em várias representações diplomáticas distribuídas em 36 países.

Segundo a lei eleitoral do Uzbequistão são proibidas pesquisas de boca de urna, e segundo a CEC, os resultados preliminares serão divulgados na segunda-feira (31).

Islam Karimov

O atual presidente, 77 anos, é formado em engenharia e economia pelo Instituto de Tashkent de Economia Nacional. Em junho de 1989 se tornou o primeiro secretário central do Partido Comunista do Uzbequistão. Em 1991 declarou a independência da República do Uzbequistão e no mesmo ano foi eleito presidente do país. Em 1995 seu mandato foi estendido até o ano 2000 graças a um referendum nacional, no mesmo ano Islam Karimov foi reeleito.

Situação atual do País

O Uzbequistão (mais de 30 milhões de habitantes) atualmente não vive sinal algum de turbulência, porém não existe ninguém na linha de sucessão para Karimov, o que pode comprometer a situação em longo prazo, além de existir ameaças constantes vindas do país vizinho, o Afeganistão. Sua economia vem sendo pressionada pela recessão na Rússia, país onde vivem cerca de três milhões de uzbeques.

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