O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu descartou nesta segunda-feira (16) a criação de um Estado Palestino, dando início a outro possível confronto com a administração Obama, caso o líder israelense do partido de direita (Likud) prevalecer nas urnas após as eleições de hoje (17).

Nas últimas horas da campanha, um aguerrido Netanyahu tentou demostrar que ele merecia um terceiro mandato, porque, segundo o próprio, 'ele é o melhor candidato para poder lidar com as ameaças a #Israel', afirmando que um Estado Palestino não será formado por causa do perigo que isso poderia representar. 'A pessoa que estabelecer um Estado Palestino e evacuar os territórios ocupados, hoje em dia está simplesmente dando uma base para ataques ao Islã radical', disse Netanyahu, zombando os candidatos de esquerda que "enfiam a cabeça na areia como avestruzes", segundo ele, quando se fala sobre a questão.

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As declarações do primeiro-ministro israelense são uma reversão em uma questão-chave, não apenas para os eleitores israelenses, mas para os parceiros estrangeiros do país também, em particular os Estados Unidos, os quais fizeram da criação do Estado Palestino um importante objetivo político. Netanyahu teve uma discussão com o presidente Barack Obama sobre os esforços dos Estados Unidos para selar um acordo de paz entre israelenses e palestinos. As tensões entre os dois líderes surgiram quando o primeiro-ministro viajou para Washington para fazer pressão contra a política da Casa Branca sobre a questão iraniana.

Um dos primeiros atos de Obama como presidente foi designar um enviado ao Oriente Médio e encarregá-lo de encontrar um acordo de paz para o conflito árabe-israelense. Outras várias tentativas de pacificação foram feitas pela administração Obama ao longo dos últimos anos.

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A Casa Branca esperava que Netanyahu desse um impulso e suporte aos seus esforços para a criação de um Estado Palestino, mas o primeiro-ministro não aceitou a ideia.

As declarações de Netanyahu acentuam, ainda mais, o conflito médio-oriental, reduzindo as esperanças para um acordo de paz, durante os dois anos finais da administração Obama.