Mark Lippert, 42, embaixador americano na Coreia do Sul, deixa o hospital, na capital Seul, 5 dias após ter sido vítima de #Ataque à faca por um sul-coreano de 55 anos, identificado como Kim Ki-Jong, 55.

O embaixador americano, conhecido por sua postura mais informal na aproximação com o público e nas relações com o governo sul-coreano disse que mesmo com o ataque assustador, não deixará de manter sua forma amigável e aberta de aproximação.

Com 80 pontos no rosto e ferimentos no braço pelo ataque, Lippert não considera rever sua segurança e rejeitou qualquer tipo de reforço em sua escolta.

Ainda no hospital, concedeu entrevista em que afirma que o ato extremista do sul-coreano só reforça o "vínculo inquebrável" entre Seul e Washington, que juntam esforços para aprofundar as relações militares, econômicas e culturais.

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As imagens que circularam na última quarta-feira (04) chocaram a Coreia e o mundo, o embaixador com a mão ao rosto e muito sangue foram divulgadas em todas as mídias mundiais, mas apesar das imagens o caso não foi grave o suficiente para colocar em risco a vida do embaixador americano.

Os médicos que trataram do embaixador informaram que os 80 pontos já foram removidos da face direita, mas que Lippert ainda sente dores no braço, mas que está sendo devidamente medicado. O corpo médico ainda informou que Lippert pode ter problemas de sensibilidade na mão esquerda por vários meses.

Quanto ao agressor, a polícia informou que Kim Ki-Jong será indiciado por tentativa de homicídio, mas o que chama mais atenção no suspeito, é que ele também foi autor de um ataque ao embaixador japonês em Seul, no ano de 2010, por ter atirado um pedaço de cimento.

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Na época, Kim foi condenado à prisão, mas obteve liberdade condicional. Sobre o ataque ao embaixador americano, Kim afirmou que o fez porque não admite que um "maluco que mal completou 40 anos tenha tanta influência sobre a política entre as duas coreias".

O serviço de inteligência sul-coreano suspeita que o agressor esteja aliado ao regime norte-coreano, informando ainda que Kim teria viajado em até 6 momentos à Coreia do Norte entre 2006 e 2007. #Violência