Pelo menos 30 pessoas foram executadas hoje (31), por jihadistas do grupo #Estado Islâmico. O massacre aconteceu na província de Hama, região central da Síria.

Segundo informou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque foi contra o vilarejo de Majubeh, que fica a leste de Hama. Nesse vilarejo convivem sunitas, ismaelitas e alauitas.

Rami foi avisado pela sua rede de informação no país e que habitualmente fornece dados reais. A televisão também noticiou o acontecido, informando que a aldeia havia acabado de ser recuperada. De acordo com o dirigente, "Eles executaram com tiros, queimaram e decapitaram pelo menos 30 pessoas, entre as quais mulheres e crianças."

Após o massacre, as posições dos jihaditas foram atacadas - bombardeadas pela aviação militar síria, forçando a retirada do grupo.

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A intenção dos jihadistas era ganhar posições e cortar a única estrada controlada pela Síria entre Homs e Alepo.

Apesar dos ataques aéreos, o Estado Islâmico continua crescendo na Síria

Na segunda-feira (30), o presidente sírio, Bashar Assad, falou sobre a expansão do grupo Estado Islâmico no país, disse que eles têm conseguido, apesar dos fortes ataques aéreos feitos da coalizão que é liderada pelos Estados Unidos.

No domingo (29), a CBS News divulgou uma entrevista com Assad, quando ele relata que a milícia consegue recrutar mensalmente até mil novos membros na Síria, e eles vêm de todos os lugares. Um exemplo disso aconteceu no dia de ontem (30): dois adolescentes foram presos na Espanha, quando tentavam sair do país para se unirem ao grupo de jihadistas do Estado Islâmico, na Síria - informação dada pelo Ministério do Interior em seu site na internet.

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Ao todo, eram quatro pessoas, incluindo os dois adolescentes. Isso reforça o quanto o Estado Islâmico tem conseguido alcançar e recrutar.

A situação atual - de ocupação - dos terroristas é de um terço da Síria e do Iraque. Estabeleceram-se recentemente também na Líbia. No Egito e no Iêmen ganharam apoio de grupos, segundo informações da Associated Press. #Terrorismo