A queda do avião da Germanwings nos Alpes Franceses deixou um rastro de 150 mortes confirmadas pelo ministro francês Bernard Cazeneuve. O avião decolou de Barcelona, na Espanha, e tinha como destino a cidade de Duesseldorf, na Alemanha. Segundo o jornal "Le Monde", o airbus sumiu dos radares por volta das 11 horas locais (7 da manhã em Brasília), sendo que sua decolagem havia dado início as 9 da manhã local (5 horas em Brasília).

As identidades de algumas das vítimas do acidente do Airbus A320 começaram a ser reveladas. Dentre elas, havia um grupo de 16 estudantes e dois professores que estavam retornando para casa após o término do intercâmbio na Espanha.

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Todos eram alunos da escola secundária Joseph-König-Gymnasium, localizada na cidade de Haltern, Alemanha. A escola decretou luto e suspendeu as aulas.

O prefeito de Haltern, Bodo Kimple, se manifestou dizendo "O pesar é esmagador. Estamos recebendo o apoio de todos os tipos de autoridades e temos várias pessoas bem treinadas para o aconselhamento". As famílias foram informadas do acidente pela mídia e estão sendo apoiadas. Estavam a bordo 150 pessoas, 144 passageiros e 6 tripulantes. Cerca de 67 pessoas eram de origem alemã e 45 eram espanhola, além de alguns turcos a bordo.

O ministro de Relações Exteriores, Frank Steinmeier, disse que dois bebês estavam no voo. No Terminal 2 do Aeroporto de Barcelona, El Prat, foi montado um gabinete de crise com representantes da operadora do aeroporto AENA, na companhia aérea Germanwings e representantes do governo espanhol.

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No momento, cerca de 210 franceses trabalham no local e, segundo a polícia, outros 350 estão a caminho.

Segundo o Ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, a caixa preta do airbus foi encontrada. Ela será analisada ainda nessa terça-feira, 24. Tais registros costumam ser fundamentais na busca pelo motivo do acidente. A lista de passageiros ainda está sendo verificada e até o final da noite deve ser divulgada pelas autoridades. Carsten Spohr, chefe executivo da Lufthansa, empresa à qual a Germanwings pertence, disse pelas redes sociais que "se nossos temores forem confirmados, este é um dia negro para a Lufthansa". #Europa