O governo iraquiano reporta importantes avanços de seu exército nos arredores de Tikrit, na luta contra o #Estado Islâmico para recapturar a cidade e abrir caminho para Mossul (a segunda maior cidade do país), também dominada pelos fundamentalistas.

Uma força de aproximadamente 30 mil soldados, apoiados por artilharia e ataques aéreos, combatem as forças do Estado Islâmico em diferentes "fronts" na cidade e arredores. Esse ataque é apoiado pelo comandante da Guarda Revolucionária do Irã (órgão considerado por vários países como patrocinador do #Terrorismo), general Qasem Soleimani, evidenciando a colaboração entre o Irã e o Iraque, países que possuem em sua maioria população de origem xiita e compartilham uma história de conflitos.

Publicidade
Publicidade

Esse ataque encontra-se no contexto maior de dominação territorial por parte do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Tikrit fica ao norte da capital Bagdá, e foi conquistada pelos militantes em junho do ano passado. As forças de segurança informam que tropas pró governo já controlam os distritos de al Tin, nos arredores da Universidade de Tikrit, e o distrito de al-Abeid, além de controlar a importante base área da cidade.

Conflitos também foram identificados em al-Dour, sudeste da cidade, e em al-Alam, ao norte, e perto de Qadisiya. Ainda existem poucos detalhes sobre essa operação ofensiva do exército, que já vitimou cinco soldados e 11 militantes. Os Estados Unidos (líder da coalizão que combate os fundamentalistas) disseram não estar apoiando a operação com ataques aéreos.

Desde o verão passado, quando do avanço extremo por parte dos militantes do Estado Islâmico no Iraque, o general Soleimani tem sido visto pessoalmente em algumas ocasiões comandando, atuando e coordenando a defesa de Bagdá, além de atuar como um elo de formação e organização das milícias pró xiitas que lutam ao lado do governo Iraquiano.

Publicidade

Esse movimento ofensivo revela a fundamental importância da reconquista da cidade por parte das forças de segurança, com o objetivo maior de abrir caminho até Mossul, e assim diminuir as áreas de influência do Estado Islâmico dentro do Iraque.