O grupo islamita Boko Haram atacou hoje (7), entre o final da manhã e o início da tarde, a cidade nigeriana de Maiduguri, localizada no nordeste do país. Três explosões deixaram 58 pessoas mortas e 139 feridas. Segundo informações locais, este é o segundo ataque dos terroristas desde o final de janeiro, quanto tentaram tomar o controle da cidade.

Os ataques foram divididos entre dois mercados e uma rodoviária lotada. Segundo testemunhas, um dos ataques foi feito através de um homem-bomba, as outras duas explosões ainda tem a origem desconhecida. Outro fato que ainda está em dúvida é o tempo em que os três ataques aconteceram. Segundo informações da Reuters, as explosões aconteceram em um período de apenas 30 minutos, por volta do meio-dia. No entanto, a AFP (Agence France-Presse), informa que os ataques começaram às 11h20 e terminaram às 13h.

O que se tem certeza é que a primeira explosão aconteceu no Mercado de Peixe de Baga, deixando ao menos 18 mortos. A segunda bomba explodiu no "Monday Market", fazendo 15 vítimas. O último ataque foi feito ao lado de uma rodoviária lotada, resultando no restante das mortes.

Após os ataques, as autoridades da cidade pediram que todo o comércio fosse fechado. De acordo com o Comissário de Justiça do Estado de Borno, Kaka Shehu, as explosões foram uma retaliação as derrotas sofridas pelo Boko Haram, quando o exército nigeriano expulsou os terroristas de outras cidades e aldeias.

O grupo islamita vem perdendo força, tanto que as eleições na Nigéria puderam ser marcadas para o dia 28 de março. Segundo as forças armadas da Nigéria, nas últimas semanas o Boko Haram sofreu uma série de perdas. Exércitos de países vizinhos, como Camarões, e forças de países, como Canadá, França e Estados Unidos, ajudam a retomar o controle e dar paz a Nigéria.

A cidade de Maiduguri é a capital do Estado de Borno. Desde 2009 o Boko Haram tenta dominar a cidade para fazer dela uma capital de um Estado Islâmico nigeriano. Sobre as eleições, o líder do grupo terrorista prometeu uma série de ataques violentos para impedir as votações locais.

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