Os investigadores continuam a trabalhar neste sábado (28), tentando reunir informações que possam esclarecer a vida secreta do copiloto da Germanwings, Andreas Lubitz. Autoridades afirmaram que ele estava escondendo problemas de saúde da empresa de aviação em que trabalhava. Andreas tinha sido declarado "inapto para o trabalho" por um médico.

Os investigadores irão levantar informações de parentes, amigos e colegas de trabalho, que possam ajudar a esclarecer o que possa ter motivado o copiloto, que aparentemente era competente e emocionalmente estável, a lançar a aeronave, com dezenas de tripulantes a bordo, contra os Andes franceses, na última quarta-feira (24).

Dezenas de pessoas participaram de uma cerimônia, em memória das vítimas do acidente, em uma igreja na cidade vizinha, Digne-les-Bains. Estavam a bordo do voo 9525, da Germanwings, 150 pessoas, incluindo Lubitz.

Parentes das vítimas e moradores locais também se reuniram na tarde deste sábado (28), em um memorial de pedra simples, criado perto do local do acidente, na aldeia de Le Vernet. Flores foram colocadas no local, na sombra dos picos cobertos de neve, dos Alpes franceses.

Especulação de saúde mental

Muita atenção tem se concentrado no estado de espírito de Lubitz, alguns relatos da mídia especulam que Andreas estaria com problemas de saúde mental.

Os investigadores encontraram uma carta na lixeira de seu apartamento, em Dusseldorf, Alemanha, dizendo que Lubitz, 27, não estava em condições de fazer o seu trabalho, segundo relatou o promotor da cidade, Christoph Kumpa, na sexta-feira (27). Em nota, Kumpa disse que ele tinha sido 'cortado' do trabalho.

Os jornais 'The New York Times' e 'Wall Street Journal', citando fontes não identificadas, informaram nesta sexta-feira (27), que Lubitz sofria de doença mental e que manteve seu diagnóstico em segredo, sem revelar a companhia Germanwings.

Um relatório subsequente, do 'New York Times', citando dois funcionários com conhecimento da investigação, informaram que Lubitz procurou tratamento antes do acidente, apresentando problemas de visão, e que por conta disso, sua carreira poderia estar em risco. De acordo com os funcionários, que não foram identificados, Lubitz também estava recebendo ajuda médico devido a problemas psicológicos.

'Recentes notas de licença médica rasgadas, inclusive no dia do crime, leva à conclusão preliminar de que o falecido manteve a sua doença em segredo do seu empregador e seu ambiente profissional", segundo informaram os promotores responsáveis pelo caso. Germanwings confirmou a afirmação, dizendo que nunca tinha recebido qualquer receituário de Lubitz, que comprovasse que o mesmo estaria doente.

Autoridades responsáveis pela investigação do caso, passaram cerca de 90 minutos dentro da residência de Andreas, deixando o imóvel na sexta-feira (27) à noite com caixas de papéis e pastas cheias de evidências.