Quatro anos depois de um poderoso tsunami devastar a costa nordeste do Japão, o país procura maneiras de evitar futuras catástrofes e concentra seus esforços na construção de uma série de paredes de concreto a serem erguidas ao longo de quase 400 quilômetros. Em algumas partes desta construção, a altura chega e se igualar à de um edifício de cinco andares.

Alguns dizem que essas barreiras de concreto gigantescas, que já custaram muitos milhões de dólares, irão destruir a economia marítima e sua paisagem, afetando as operações de pesca e gerar uma falsa sensação de proteção para os residentes das zonas costeiras. Os setores que apoiam a iniciativa argumentam que as paredes costeiras são um mal necessário, que também geram empregos, pelo menos, por um determinado tempo.

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As grandes obras públicas são um recurso comum de governo do Partido Liberal Democrático. As empresas, em especial a indústria da construção, franzem a testa a esses projetos. Porém, as autoridades locais tendem a apoiar a iniciativa do governo.

O paradoxo dessas iniciativas, de acordo com alguns especialistas, é que, enquanto eles podem aliviar alguns danos, também geram uma falsa sensação de segurança. E isso pode ter consequências graves em uma costa vulnerável ​​a tsunamis, tempestades e outros desastres naturais. Pelo menos uma parte dos que morreram ou desapareceram na tragédia de 2011, havia ignorado a recomendação de evacuar.

Um muro de 7,2 metros de altura, construído há alguns anos para combater a erosão da praia, abrandou um pouco da água, como pinheiros plantados ao longo da costa.

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De qualquer forma, o tsunami penetrou cinco quilômetros a dentro.

Todos esses esforços e medidas de tentar conter uma possível catástrofe provocada pela força da #Natureza pode ser, na verdade, uma grande perda de tempo, trabalho e dinheiro.

A coisa mais certa a se fazer no caso de um novo Tsunami seria a a evacuação. Não dá pra correr riscos desnecessários diante de uma força da natureza, que dificilmente alguém consegue prever sua força e intensidade.