Nesta terça-feira (3), o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou no congresso americano, em evento que uniu Câmara e Senado, organizado pelos líderes republicanos. O evento não contou com a participação do presidente Barack Obama, que alegou não poder receber Netanyahu pois isto poderia interferir no andamento das eleições em Israel, que acontecerão em duas semanas. 

O discurso ocorre em um momento de retomada das tentativas de acordo do ocidente - especialmente os Estados Unidos - com o Irã, no que diz respeito ao seu programa nuclear e à sua necessidade de desenvolvê-lo para fins de infraestrutura pacífica. Netanyahu criticou fortemente o acordo que se espera alcançar com o país islâmico, apontando principalmente para o fato de ele estar "cheio de concessões", de modo que "não impede que o Irã consiga produzir suas armas nucleares".

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Além disso, o premiê traçou linhas comparativas entre o Irã e o grupo extremista #Estado Islâmico. Segundo Netanyahu, ambos buscam a imposição do islamismo na região e, posteriormente, no mundo, de forma que devem ser combatidos igualmente. Para o premiê, "não há lugar para a América ou para Israel" quando ser trata desta "sangrenta guerra de tronos".

A repercussão do discurso do premiê foi controversa. Por um lado, a bancada republicana, que compareceu massivamente ao evento, apresentou um índice de aprovação muito alto, tendo, diversas vezes, interrompido o discurso de Netanyahu com palmas e ovações. No entanto, parte dos democratas organizou um boicote ao discurso, o que acarretou significativas ausências no evento.

Embora essa ação tenha sido mobilizada por menos de 25% dos deputados e senadores democratas,  a reação de muitos que compareceram não foi tão positiva quanto a republicana.

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A senadora Diane Feinstein declarou à CNN que o premiê, apesar das críticas ferozes, não apresentou nenhuma alternativa ao plano atual, e que sua previsão de falha é "prematura". 

Após o término do evento, uma fonte da Casa Branca informou que o discurso do israelense foi puramente retórico e que provavelmente não interferirá nas negociações com o Irã.