O #Estado Islâmico voltou a espalhar morte e terror na tarde desta sexta (20), durante ataque realizado por homens-bomba à duas mesquitas na capital do Iêmen, Samaa.

No momento do ataque fieis realizavam as tradicionais orações muçulmanas da sexta-feira, considerado dia sagrado pelo Islã.

Foram confirmadas 137 mortes e centenas de feridos estão espalhados pelos hospitais, e o ataque foi coordenado e assumido pelo Estado Islâmico (EI). As mesquitas atacadas são utilizadas por integrantes que apoiam o grupo houthi, composto por militantes xiitas.

O ataque já é considerado o mais violento no Iêmen, país em que os Estados Unidos têm combatido com drones uma dissidência da Al-Qaeda, de filiação sunita. Combates aéreos têm sido constantes no território do país, principalmente após militantes de orientação xiita, que contam com o apoio iraniano, terem tomado ano passado a capital do Iêmen (Sana).

Durante as orações nas mesquitas, 4 homens-bomba, utilizando cintos com explosivos, invadiram o culto religioso e acionaram os dispositivos, que atingiram fieis que se encontravam no interior das mesquitas, que se encontravam lotadas, e também pessoas que transitavam pelos arredores.
Segundo a Agência de Notícias local Saba, que é mantida pelos houthis, 137 pessoas morreram e 360 encontram-se feridas e hospitalizadas.
Os hospitais de Samaa encontram-se superlotados e precisando de doações de material, e doadores de sangue, para socorrer o imenso número de vítimas.

Cenas tristes

Segundo um jornalista da Reuters que estava na mesquita Badr, podiam ser contados 25 corpos espalhados pelo chão do templo. O jornalista também afirmou ter visto um homem correndo pelas ruas, com uma criança ferida no colo, aos prantos.

O EI, dissidente da Al-Qaeda, e que hoje ocupa grande parte do Iraque e da Síria, com grande número de militantes em outros países, considera heresia o islamismo praticado pelos xiitas.

No momento do ataque às mesquitas, aviões não identificados realizavam ataque ao palácio presidencial, localizado em Áden, cidade ao sul do Iêmen.

Na tentativa de combater os ataques aéreos foram lançadas bombas na área que inclui a casa do presidente, Mansour Hadi, que não se feriu, segundo fontes ligados ao governo.

O Iêmen está dividido por uma disputa de poder entre os houthi, apoiados pelo Irá, e Hadi, que tem o aval de países liderados pelos sunitas.

As mesquitas de Sanaa são usadas normalmente pelos xiitas houthi, que atualmente é o grupo com maior influência na parte Norte do Iêmen, inclusive Sanaa.

Ban Ki-moon, secretário da ONU (Organização das Nações Unidas), lamenta o ocorrido e afirma que todo ato terrorista é repudiado. Ki-moon pediu ainda "contenção de todas as partes envolvidas no (interminável) conflito no Golfo Pérsico". #Terrorismo