Neste sábado, quase setenta milhões de nigerianos eram esperados nas urnas, a fim de eleger o novo presidente do país, mas uma série de atentados violentos fizeram com que muitos locais de votação fossem fechados.

Pessoas atendidas em hospitais locais informam que um grupo violento chegou queimando casas e decapitando pessoas. Os autores dos crimes conseguiram fugir e ainda não foram identificados. Há um mês, um dos líderes do Boko Haram, Abubakar Shekau, havia informado por redes sociais que as atuais #Eleições não aconteceriam. Mesmo que eles morressem, “Alá não permitiria”.

Dentre os mortos está um candidato da oposição.

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A eleição presidencial da Nigéria já havia sido adiada em fevereiro, a fim de conseguir que o Exército Nacional retomasse os territórios dominados pelos islamistas do Boko Haram. A polícia local atribui os atos aos terroristas do Boko Haram, tanto pelas suas declarações contrárias as eleições, quanto pelo seu histórico de violência dentro do território nigeriano.

O atual pleito é disputado por catorze candidatos, sendo um deles uma mulher, mas que não é a preferida para ganhar a disputa presidencial. Na Nigéria, as pesquisas de intenções de votos são mais controversas do que as realizadas na América Latina, sendo assim, a população com consegue se basear nas mesmas para saber quem realmente ganhará as eleições. Os dois prediletos para se tornar o novo presidente da Nigéria, é o atual presidente Goodluck Jonathan, e o x-general Muhammadu Buhari, que dirigiu a Nigéria após um golpe militar, de 1983 a 1985.

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Após os ataques e mortes, alguns postos de votação foram fechados e reabertos horas depois. Outros permaneceram com as portas fechadas. Devido os atos violentos e também pela dificuldade com o uso do novo sistema de votação, que é realizado pela leitura de cartões com biometria, as eleições foram prorrogadas até o domingo (29). O próprio atual presidente e candidato a reeleição, Goodluck não conseguiu votar pela manhã por conta dos problemas técnicos no local de votação. #Terrorismo