Desde a primeira notícia sobre a queda do avião da empresa Germanwings, de propriedade da alemã Lufthansa (esta última considerada uma das melhores e mais seguras do mundo), todos queriam saber as reais causas do acidente.

Entre depoimentos de testemunhas e especulações, o que jamais se imaginou é que o acidente teria sido provocado por um dos tripulantes.

Os registros de áudio dentro da cabine da aeronave só foram possíveis de saber por meio da primeira caixa-preta encontrada, deixando claro que o comandante do voo foi impedido de voltar à cabine pelo copiloto Andreas Lubitz, que sozinho, assumiu o comando.

Depois desta descoberta, uma série de investigações paralelas foram reveladas, tanto no local do acidente, quanto na casa dos pais e no apartamento de Lubitz.

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E quanto mais as polícias envolvidas descobrem, mais assustadoras as revelações se tornam.

O que se sabe até agora

Hoje já está confirmado que o copiloto derrubou o avião por vontade própria. Num ato suicida, matou também outras 149 pessoas, entre tripulantes e passageiros.

Sobre a vida deste jovem de 28 anos, descobriu-se que havia rompido com a noiva, após sete anos de relacionamento. Também já se sabe que antes de completar o treinamento para exercer a profissão, Andreas tinha sido afastado por vários meses devido a um diagnóstico de depressão. No lixo de seu apartamento foram encontrados atestados médicos atuais, que diziam que ele deveria entrar em licença médica, por não apresentar condições psicológicas para trabalhar.

Como poderiam as empresas aéreas ter controle sobre a vida de seus funcionários? Por lei, todos passam por exames médicos anuais até os 40 anos de idade, e semestrais a partir dos 40.

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Porém, distúrbios emocionais causados por um fato ocorrido na vida particular de cada um, podem acontecer a qualquer momento.

Investigar todas as possibilidades e causas de um acidente aéreo, é uma constante tentativa de tornar os voos cada vez mais seguros. A proibição de fumar a bordo, por exemplo, foi determinada em consequência de um incêndio provocado por passageiro que fumava no banheiro de um avião da extinta Varig, em 1973, que realizou um pouso forçado nos arredores de Paris, matando 123 pessoas.

Contudo, a grande preocupação atual é restringir a ausência do piloto ou do copiloto na cabine, exigindo que sempre duas pessoas estejam no comando. Ao sair, o piloto ou copiloto, um outro tripulante seria responsável pela substituição. Uma precaução que ajuda, mas não elimina a possibilidade de que duas pessoas poderiam cometer um ato terrorista ou suicida.

Porém, diante de tantas incertezas, são válidas todas as tentativas para tornar mais seguro este meio de transporte que se torna a cada dia mais popular e que ainda hoje, de acordo com as estatísticas, é um dos mais seguros. #Ataque